A celebração do Domingo de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, foi interrompida pela primeira vez em séculos. Autoridades israelenses barraram líderes cristãos, como o patriarca latino Pierbattista Pizzaballa, impedindo a missa em um dos momentos mais significativos do calendário cristão. Esta decisão provocou forte reação do Vaticano e de governos europeus, que a consideraram uma violação da liberdade religiosa e um “precedente grave”.
Implicações Religiosas
Além de cercear a liberdade de culto, a medida revela o impacto direto do conflito na prática religiosa. Os líderes da Igreja, ao serem interceptados, reafirmaram que esta é a primeira vez que celebrantes são impedidos de acessar o local sagrado.
Reações Governamentais
A reação foi imediata. A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, e o presidente francês, Emmanuel Macron, condenaram a ação israelense, ressaltando seu impacto sobre a liberdade religiosa. Macron expressou apoio ao patriarca e criticou as violações do status em Jerusalém.
Eventos Cancelados
Com as novas restrições, foi cancelada a tradicional procissão do Monte das Oliveiras, que atrai milhares de peregrinos. O Patriarcado afirmou que as instituições têm respeitado as medidas de segurança desde o início do conflito.
Sentimentos de Tristeza
Sem acesso ao Santo Sepulcro, cristãos palestinos celebraram em outro local. A frustração é palpável, como expressou um fiel: “É muito triste. Este ano, fomos impedidos de celebrar como estamos acostumados.” Segundo dados de 2023, a população cristã na Terra Santa caiu de mais de 18% em 1948 para menos de 2% atualmente.
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