A Pesquisa Atlas/Bloomberg de março de 2026 revela um cenário eleitoral competitivo e ainda indefinido para a disputa presidencial no Brasil. O levantamento mostra aumento da desaprovação ao governo Lula, empate técnico com Jair Bolsonaro em um cenário direto e vantagem do atual presidente em simulações contra outros adversários.
Realizada entre os dias 18 e 23 de março, a pesquisa ouviu 5.028 pessoas em todo o país, com margem de erro de ±1 ponto percentual e nível de confiança de 95%.
Desaprovação de Lula ultrapassa 53% no país
Os dados indicam que a avaliação do presidente segue negativa:
- Desaprova: 53,5%
- Aprova: 45,9%
- Não sabe: 0,6%

Avaliação do governo reforça tendência negativa
- Ruim/péssimo: 49,8%
- Ótimo/bom: 40,6%
- Regular: 9,6%
Os números mostram que a percepção negativa supera a positiva tanto na aprovação quanto na avaliação geral da gestão.
Cenário 2022 repetido: Bolsonaro aparece numericamente à frente
Na simulação com os mesmos candidatos das eleições de 2022, o levantamento aponta:
- Jair Bolsonaro: 44,8%
- Lula: 42,7%
- Ciro Gomes: 5,3%
- Simone Tebet: 1,4%
- Outros: 2,3%
- Branco/nulo: 3,2%
- Não sabe: 0,2%
O resultado indica vantagem numérica de Bolsonaro, dentro de um cenário ainda polarizado e com diferença próxima à margem de erro.
Cenários de 1º turno com Lula: vantagem, mas com pressão
A pesquisa apresenta diferentes simulações com Lula como candidato. Em todos os cenários disponíveis no material, ele lidera, porém sem ampla margem.
Cenário 1 (com Flávio Bolsonaro)
- Lula: 45,9%
- Flávio Bolsonaro: 40,1%
- Renan Santos: 4,4%
- Ronaldo Caiado: 3,7%
- Romeu Zema: 3,1%
- Aldo Rebelo: 0,6%
- Branco/nulo: 1,9%
- Não sabe: 0,3%

Cenário 2 (com Flávio Bolsonaro e Eduardo Leite)
- Lula: 45,5%
- Flávio Bolsonaro: 42,4%
- Renan Santos: 4,6%
- Romeu Zema: 3,7%
- Eduardo Leite: 1,2%
- Aldo Rebelo: 0,8%
- Branco/nulo: 1,6%
- Não sabe: 0,3

Leitura do cenário:
A presença de novos nomes reduz a diferença entre os dois principais candidatos e indica possível fragmentação do eleitorado.
Tendência dos cenários: aproximação dos adversários
A série histórica apresentada no relatório mostra crescimento gradual de adversários de Lula, especialmente Flávio Bolsonaro, ao longo dos últimos meses analisados.
Esse movimento sugere que a disputa tende a ficar mais equilibrada com o avanço do calendário eleitoral.
Cenários de 2º turno reforçam polarização

Metodologia: amostra robusta e coleta digital
A pesquisa utilizou o método Atlas RDR (recrutamento digital aleatório), com entrevistas realizadas online em diferentes dispositivos.
Principais dados metodológicos:
- 5.028 entrevistados
- Coleta entre 18 e 23 de março de 2026
- Margem de erro: ±1 p.p.
- Registro no TSE: BR-04227/2026
A amostra foi ajustada por variáveis como região, renda, escolaridade e comportamento eleitoral, buscando representar a população adulta brasileira.
Análise: o que a pesquisa revela sobre 2026
A Pesquisa Atlas/Bloomberg aponta três tendências centrais:
1. Desgaste do governo impacta o cenário eleitoral
A desaprovação acima de 50% pode influenciar diretamente o desempenho do presidente em futuras simulações.
2. Polarização segue dominante
Mesmo com novos nomes, Lula e Bolsonaro (ou aliados diretos) continuam concentrando a maior parte das intenções de voto.
3. Disputa permanece aberta
Apesar da liderança em alguns cenários, Lula enfrenta crescimento dos adversários e margens que não indicam folga.
Conclusão
A corrida presidencial de 2026 segue indefinida, com sinais de competitividade elevada. A evolução da aprovação do governo e a consolidação de candidaturas alternativas devem ser determinantes para o desfecho da eleição.
Novas rodadas da pesquisa serão fundamentais para medir se o cenário atual se consolida ou sofre mudanças nos próximos meses.
Confira a pesquisa completa aqui:
