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Moraes autoriza prisão domiciliar de Bolsonaro por 90 dias após alta médica

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (24) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpra prisão domiciliar em Brasília por 90 dias, contados a partir da alta hospitalar.

A decisão atende a um pedido da defesa de Bolsonaro e leva em conta o quadro de saúde do ex-presidente, que está internado no Hospital DF Star, na capital federal. As informações foram publicadas pela CNN Brasil.

Decisão de Moraes atende pedido da defesa

Segundo a decisão, a prisão domiciliar terá caráter temporário e humanitário, permitindo que Bolsonaro se recupere em casa após deixar o hospital.

Na segunda-feira (23), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, já havia enviado ao STF parecer favorável ao pedido da defesa, defendendo a concessão da medida por razões de saúde.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses

De acordo com as informações divulgadas, Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados.

Ele estava detido na Papudinha, estrutura localizada no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Ex-presidente foi internado após passar mal

No dia 13 de março, Bolsonaro passou mal e precisou ser levado por uma equipe do Samu ao Hospital DF Star.

Segundo o relato, ele apresentava febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios.

Bolsonaro deixou a UTI, mas segue internado

Boletim médico divulgado nesta terça-feira (24) informou que o ex-presidente deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde tratava um quadro de pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração.

Apesar da melhora clínica, Bolsonaro permanece internado, sem previsão de alta hospitalar.

O tratamento inclui antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico, fisioterapia respiratória e fisioterapia motora.

Boletim médico detalha evolução clínica

O documento foi assinado pelo cirurgião-geral Cláudio Birolini, pelos cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado, pelo gerente médico Wallace S. Padilha e pelo diretor-geral do hospital, Allisson Barcelos Borges.

Como a decisão determina que o prazo de 90 dias passe a contar a partir da alta médica, Bolsonaro seguirá no hospital até receber liberação da equipe médica.

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