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Portaria da Adapar estabelece procedimentos para prevenção e controle do greening

Em resposta à crescente ameaça do Huanglongbing (HLB), conhecido como Greening, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) emitiu uma nova portaria que delineia critérios adicionais para a prevenção e controle dessa praga, que ameaça a citricultura local. O documento aborda especificamente as bactérias Candidatus Liberibacter americanus e Candidatus Liberibacter asiaticus, transmitidas pelo psilídeo Diaphorina citri.

Medidas de Contenção e Manejo

A nova portaria visa estabelecer estratégias de manejo, incluindo a erradicação de plantas infectadas e o controle dos vetores da praga. Essas medidas são fundamentais para a produção, comercialização e transporte de material de propagação, uma vez que o HLB é uma ameaça significativa à citricultura no Brasil. No Paraná, os cultivos de cítricos são especialmente relevantes para os municípios do Norte e Noroeste, além do Vale do Ribeira, na Região Metropolitana de Curitiba.

Diego Juliani de Campos, chefe da Divisão de Sanidade da Citricultura da Adapar, destacou a gravidade da situação: “A doença não tem cura e gera grandes perdas na produtividade, qualidade da fruta e morte das plantas. Atualmente, está presente em 164 municípios do Paraná, incluindo as principais regiões de produção de citros”, afirmou.

A portaria é compatível com a Lei Estadual de Defesa Sanitária Vegetal nº 11.200, de 1995, e a Portaria SDA/MAPA nº 1.326, de 2025. Ela determina que todas as propriedades comerciais com pelo menos 50 plantas de cítros devem ser cadastradas na Adapar em um prazo de quatro meses após a publicação, que ocorreu em 10 de março.

Os agricultores em municípios afetados pelo HLB, e aqueles que fazem divisa com eles, deverão monitorar e controlar a população do psilídeo conforme a metodologia estabelecida pela agência. Isso inclui inspeções das propriedades em busca de sintomas da doença, com a obrigação de relatar o resultado e o número de plantas eliminadas à Adapar semestralmente.

Práticas de Erradicação e Monitoramento

A erradicação de plantas com sintomas de HLB será implementada de forma escalonada, com prazos que variam conforme a idade das plantas, devendo ser concluída em até quatro anos. Em locais onde a praga está presente, não serão permitidas propriedades comerciais sem manejo adequado. Além disso, o plantio de mudas de murta e a presença de plantas hospedeiras da bactéria em um raio de quatro quilômetros de produções comerciais de citros estão proibidos.

Responsabilidades da Adapar

A Adapar será responsável pelo monitoramento e fiscalização das práticas estabelecidas na portaria, mesmo em municípios onde não há registro da praga. A agência realizará levantamentos fitossanitários em plantações de citros e, caso constate a presença do HLB, implementará medidas de contenção ou erradicação da praga.

Impactos do HLB na Citricultura

O greening afeta severamente as plantas cítricas, causando queda prematura dos frutos e redução da produção, podendo resultar na morte das plantas. Os frutos doentes costumam ser menores e deformados, com menor teor de açúcares e maior acidez, comprometendo não apenas seu sabor, mas também seu valor comercial para o consumo e o processamento industrial.

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