10/03/2026 – 12:21
Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
Julio Lopes é o coordenador da comissão de combate à pirataria.
A Câmara dos Deputados realizou nesta terça-feira (10) a primeira reunião da comissão externa que visa acompanhar a agenda “Brasil Legal” e reforçar o combate à pirataria. O encontro teve como objetivo apresentar o plano de trabalho e discutir pedidos de informações e audiências públicas.
Objetivos da Comissão
Em uma entrevista à Rádio Câmara, o deputado Julio Lopes (PP-RJ), autor da proposta e coordenador do grupo, destacou que a meta é envolver estados e instituições no enfrentamento da pirataria, contrabando, sonegação e comércio ilegal. Lopes apontou que, apenas na área do petróleo, cerca de R$ 62 bilhões são sonegados anualmente, além de R$ 55 bilhões no setor de bebidas e R$ 20 bilhões com cigarros.
“Esse cenário gera um prejuízo quase total de R$ 500 bilhões por ano à economia. Apenas a recuperação de 20% desse valor poderia equilibrar as contas do Brasil”, enfatizou, sublinhando a necessidade de cooperação entre diversos órgãos públicos e o setor produtivo.
Parcerias e Ações Específicas
O deputado enfatizou que a comissão usará dados de entidades do setor produtivo, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) para identificar problemas regionais e direcionar ações específicas de fiscalização.
Como exemplo, Lopes mencionou a operação Compliance Zero em São Paulo, que teria resultando na apreensão de aproximadamente R$ 50 bilhões na área da avenida Faria Lima. Também citou investigações no Rio de Janeiro que trouxeram à tona postos de combustíveis associados ao Comando Vermelho, com base em informações compartilhadas entre sindicatos e federações empresariais.
Criminalidade e Cooperação Internacional
Julio Lopes alertou que a criminalidade organizada está intimamente relacionada à economia ilegal, defendendo o bloqueio internacional de recursos provenientes dessas organizações. Ele argumentou que a colaboração internacional é crucial para rastrear e congelar ativos de redes criminosas.
Da Rádio Câmara
Edição – Natalia Doederlein
