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Comissão aprova projeto que cria cadastro no SUS para mulheres em vulnerabilidade com risco de câncer

05/03/2026 – 09:52  

Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

A deputada Silvia Cristina é a relatora do projeto

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que estabelece um cadastro nacional no Sistema Único de Saúde (SUS) para identificar e acompanhar mulheres em situação de risco ou vulnerabilidade social que possuem maior propensão ao câncer, especialmente de mama e colo do útero.

Critérios para Inclusão

O cadastro abrangerá mulheres que atendam pelo menos um dos seguintes critérios:

  • Moradoras de áreas de alta vulnerabilidade social, conforme dados do IBGE ou do CadÚnico;
  • Integrantes de populações tradicionais ou comunidades quilombolas, indígenas ou ribeirinhas;
  • Pessoas em situação de rua ou abrigamento institucional;
  • Indivíduos com histórico familiar de câncer ginecológico ou que apresentem fatores clínicos de risco;
  • Mulheres em situação de privação de liberdade.

O Ministério da Saúde terá a autoridade de definir outras condições por meio de regulamento.

Objetivos do Programa

O principal objetivo do programa é:

  • Assegurar o rastreamento periódico e prioritário das mulheres registradas;
  • Garantir acesso facilitado a exames de triagem, diagnóstico, biópsias e tratamento oncológico no SUS;
  • Integrar dados com sistemas de informação para monitoramento de políticas públicas;
  • Apoiar programas de navegação do paciente e acompanhamento contínuo em toda a linha de cuidado oncológico.

Visitas de Assistência Social

A Comissão também aprovou o Projeto de Lei 2756/25, da deputada Rogéria Santos (Republicanos-BA), que inclui uma emenda da relatora, deputada Silvia Cristina (PP-RO). Essa emenda prevê que equipes de assistência social realizem visitas periódicas para verificar o acompanhamento médico das pacientes, facilitando os devidos encaminhamentos.

De acordo com a relatora, a criação do cadastro permitirá mapear populações vulneráveis, o que promoverá uma gestão mais eficiente das políticas públicas. “Essa estratégia possibilita planejamento mais eficaz, priorização de exames e tratamentos, e a redução de desigualdades no acesso aos serviços de saúde, fortalecendo a equidade que a Constituição Federal e o SUS preveem”, afirma Silvia Cristina.

Próximos Passos

O projeto, que segue tramitando em caráter conclusivo, ainda será analisado pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher, Finanças e Tributação, assim como de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para ser convertido em lei, necessita da aprovação tanto na Câmara quanto no Senado.

Reportagem – Rachel Librelon
Edição – Marcia Becker

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