O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou um decreto que estabelece regras para a implementação de salvaguardas em acordos comerciais do Brasil. A medida visa proteger setores da economia nacional contra aumentos repentinos nas importações, uma demanda especialmente focada pelo agronegócio.
Regulamentação das Salvaguardas
O decreto, divulgado em uma edição extra do “Diário Oficial da União”, permite que salvaguardas sejam adotadas quando um aumento nas importações de um produto cause ou ameace causar danos à indústria local. A pesquisa sobre a necessidade dessas medidas pode ser solicitada pela “indústria doméstica”, ou iniciada pelo governo em situações excepcionais.
A investigação será conduzida pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria e Comércio, e a decisão sobre a aplicação das salvaguardas ficará a cargo da Câmara de Comércio Exterior (Camex), podendo ser provisória ou definitiva.
Medidas Previstas
Entre as salvaguardas definitivas estão:
- Suspensão do cronograma de redução tarifária;
- Redução de preferências tarifárias;
- Imposição de cotas tarifárias;
- Outras possibilidades previstas no acordo comercial.
Apoio do Agronegócio
A regulamentação era uma exigência do setor agropecuário, que pedia a definição de procedimentos antes da implementação do acordo Mercosul-União Europeia. Tereza Cristina (PP-MS), relatora do acordo no Senado, defendeu a urgência da normativa, ressaltando a importância de um processo claro e transparente.
O governo enfatiza que esta iniciativa permitirá ao Brasil suspender temporariamente os efeitos do acordo em produtos específicos, protegendo a produção nacional contra importações que provoquem prejuízos significativos.
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