26/02/2026 – 11:18
Acervo Câmara dos Deputados
Motta defendeu o papel do STF no caso do banco Master.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou a importância de respeitar as normas internas para a instalação de comissões parlamentares de inquérito (CPI). Em resposta à crescente pressão para investigar o Banco Master, Motta esclareceu que não há viabilidade para atender esse pedido de forma rápida.
Posição sobre o STF e a Mídia
Em entrevista ao site Metrópoles, Motta elogiou os órgãos de controle que estão analisando o caso e reiterou o papel do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele criticou a abordagem sensacionalista da mídia em relação ao ministro Dias Toffoli, afirmando que seu trabalho tem sido conduzido com equilíbrio. “Houve um exagero, por parte da mídia, do papel que o ministro cumpriu, o que acaba ofuscando o que foi realmente realizado”, declarou.
CPI e Palanque Eleitoral
O presidente da Câmara também condenou a transformação do escopo das CPIs já existentes em palanques eleitorais, prática que, segundo ele, tem sido observada no Senado. “As CPIs têm fato determinado”, ressaltou.
Discussão sobre Anistia e Dosimetria
Motta afirmou que a discussão sobre a anistia a condenados por tentativa de golpe de Estado está encerrada. Ele acredita que a pauta está superada pela aprovação do texto que trata da dosimetria das penas, embora este tenha sido vetado pelo presidente Lula, sem previsão para apreciação do veto pelo Congresso.
Revisão de “Penduricalhos”
O presidente da Câmara também apoiou as decisões dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, que determinaram a revisão dos “penduricalhos” nas folhas de pagamento dos órgãos públicos. Motta destacou que a Câmara não tem compromissos em pautar matérias que legitimem pagamentos superiores ao teto constitucional.
“Defendo a revisão da eficiência da máquina pública e a discussão sobre a entrega do essencial à sociedade. Precisamos otimizar a máquina, que tem um alto custo e pode melhorar a qualidade de vida da população”, enfatizou.
Diálogo entre Instituições
Por fim, Motta reafirmou a importância do diálogo entre os poderes. Ele argumentou que medidas legislativas intimidatórias em relação ao Judiciário não resolverão os conflitos. No entanto, pediu maior cautela do STF em decisões que impactem o Legislativo, afirmando que “defender nossas prerrogativas é fundamental, assim como a participação parlamentar no Orçamento público é inegociável”.
Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Wilson Silveira
