O caso que envolve o assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, avança para uma nova fase no STF. A Primeira Turma do Supremo inicia, na próxima terça-feira (24), o julgamento de cinco réus acusados de serem os mandantes do crime ocorrido em 14 de março de 2018.
A denúncia da PGR foi aceita em junho de 2024. Os réus enfrentam acusações de homicídio qualificado e tentativa de homicídio, visando a assessora Fernanda Chaves, sobrevivente do ataque. Outros três também são acusados de pertencer a uma organização criminosa.
Domingos Brazão
Domingos, ex-conselheiro do TCE-RJ, é apontado como um dos mandantes. A PGR alega que, junto com seu irmão, ordenou o assassinato de Marielle por interesses econômicos em áreas dominadas por milícias.
Chiquinho Brazão
Chiquinho, na época vereador e hoje deputado federal, também é acusado de ser mandante devido a conflitos políticos com Marielle.
Rivaldo Barbosa
Rivaldo, ex-delegado, teria participado do planejamento, garantindo impunidade aos mandantes.
Ronald Paulo de Alves Pereira
O ex-policial militar monitorou os deslocamentos de Marielle, fornecendo informações aos executores.
Robson Calixto Fonseca
Robson, ex-assessor de Domingos, é apontado como integrante da organização criminosa, sem, no entanto, ser acusado de execução.
Expectativas do Julgamento
Na fase final, a PGR reiterou as acusações e pediu condenações. A Primeira Turma do STF decidirá pela condenação ou absolvição dos réus, que negam as acusações. O julgamento começa com a leitura do relatório do relator, Alexandre de Moraes, seguido pela apresentação da acusação e da defesa.
Uma sessão adicional está prevista para o dia seguinte, caso o julgamento não termine no primeiro dia.
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