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Motta Afirma que Autonomia do Banco Central Não Está em Discussão

10/02/2026 – 15:52  

Presidente da Câmara Defende Autonomia do Banco Central

Em recente declaração, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), reafirmou a posição de não pautar quaisquer projetos que proponham alterações na autonomia do Banco Central. Segundo Motta, a autonomia conquistada pela instituição foi fundamental para assegurar a estabilidade econômica do País.

Evento sobre Perspectivas do Parlamento

Motta participou de um evento promovido pelo BTG Pactual dedicado às Perspectivas e Prioridades do Parlamento para 2026. Durante o encontro, o líder do PT, Pedro Uczai, argumentou a favor da revisão da autonomia do Banco Central, citando os impactos negativos do caso Banco Master e as elevadas taxas de juros.

Compromisso com a Autonomia

“Enquanto estivermos à frente da Câmara, não vamos pautar nenhuma revisão da autonomia do Banco Central, porque entendemos que essa autonomia trouxe segurança, previsibilidade e confiança nas instituições do País”, afirmou Motta. Ele destacou que a instituição tem agido de maneira eficaz sem interferências políticas.

Possível CPI do Banco Master

Sobre a proposta de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar irregularidades relacionadas ao Banco Master, Motta informou que há atualmente 16 pedidos para formação de CPIs, que ainda precisam ser analisados conforme o Regimento Interno da Câmara, que limita a operação a cinco comissões ao mesmo tempo. “Não descarto, mas cumpro o regimento”, assegurou.

Impostos e Orçamento de 2026

O presidente expressou ceticismo sobre a possibilidade de aumento de impostos por parte do governo, enfatizando que o Congresso já havia acordado muitos aspectos do orçamento de 2026, que inclui cortes em gastos tributários. “Não vejo como caminhar numa agenda com aumento de impostos”, ressaltou.

Reestruturação do Plano de Carreira

Em relação ao projeto de reestruturação do plano de carreira dos servidores da Câmara, Motta explicou que a proposta está em linha com iniciativas semelhantes em outros poderes. O projeto prevê um reajuste de 8% para os servidores da Casa, alinhado aos índices de outras instituições.

Motta também esclareceu que um reajuste superior ao teto do funcionalismo se aplicaria apenas a 72 servidores de alto escalão, como o diretor-geral da Câmara. O presidente reafirmou que a proposta está em conformidade com a reforma administrativa em andamento e com o compromisso de eficiência do Legislativo.

O aumento salarial está previsto no orçamento da Câmara, que devolveu R$ 760 milhões ao governo no ano passado. Motta destacou que, mesmo com a nova proposta, a expectativa é devolver mais de R$ 700 milhões. Ele ainda mencionou que o projeto está em sintonia com uma decisão recente do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a revisão de honorários sem respaldo legal.

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Wilson Silveira

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