Tribunal Militar Russo Reconhece Ação Ucraniana Contra Cruzador Moskva
Um tribunal militar de Moscou fez uma revelação significativa ao admitir, pela primeira vez, que o cruzador Moskva, navio-almirante da Frota russa do Mar Negro, foi atingido e afundado por mísseis ucranianos em abril de 2022. O anúncio, contido em um comunicado oficial, ocorreu após a condenação à prisão perpétua de um comandante da Marinha da Ucrânia. No entanto, essa informação foi rapidamente removida do site do tribunal, indicando uma possível tentativa de minimizar a divulgação dessa admissão.
Detalhes do Julgamento
O 2º Tribunal Militar do Distrito Ocidental condenou, à revelia, o coronel Andrey Shubin, comandante da 406ª Brigada de Artilharia da Marinha Ucraniana, por “terrorismo internacional” devido a ataques com mísseis contra o Moskva e a fragata Admiral Essen. Segundo a decisão judicial, Shubin teria ordenado os ataques nos dias 2 e 13 de abril de 2022, alegando que as embarcações russas realizavam “missões humanitárias” em águas neutras do Mar Negro.
O Ataque ao Moskva
O ataque mais crítico ocorreu em 13 de abril, quando dois mísseis atingiram o Moskva, resultando em explosões, incêndios e fumaça intensa na embarcação. De acordo com o conteúdo divulgado, o naufrágio resultou na morte de 20 tripulantes, com 24 feridos e oito desaparecidos durante tentativas de resgate que duraram mais de seis horas.
Contradições nas Narrativas
A admissão do tribunal representa um desvio significativo da versão oficial do Ministério da Defesa da Rússia, que, durante os primeiros relatos, atribuiu o naufrágio a um incêndio acidental que provocou a explosão de munições, sem mencionar qualquer ataque externo. Além disso, as autoridades russas alegaram que toda a tripulação havia sido evacuada.
A Ucrânia, por sua vez, sempre afirmou que o Moskva foi atingido por mísseis antinavio Neptune, comemorando a ação como uma das vitórias simbólicas de Kiev nos primeiros meses de conflito. A perda do Moskva, considerado um dos ativos mais valiosos da Marinha russa, foi vista como um duro golpe estratégico e moral para o Kremlin, apenas sete semanas após o início da invasão em larga escala à Ucrânia.
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