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Curitiba passa a enviar alertas de pessoas desaparecidas por SMS e aplicativos

Sistema ARP amplia alcance e envolve diretamente a população nas buscas por crianças e adolescentes

Curitiba já conta oficialmente com a ampliação do Alerta para Resgate de Pessoas (ARP), sistema municipal voltado à localização de crianças e adolescentes desaparecidos. A partir de agora, além dos órgãos públicos, cidadãos cadastrados na Prefeitura de Curitiba passam a receber alertas diretamente por SMS e aplicativos de celular, fortalecendo a participação da sociedade nas ações de busca.

Criado em 2022 pela lei municipal nº 16.061/2022, o ARP funcionava, até novembro de 2025, de forma restrita às autoridades envolvidas nas investigações, como forças de segurança, gestores públicos e órgãos municipais. A mudança representa um avanço significativo no alcance e na agilidade do sistema.

Sistema foi inspirado no Alerta Amber

O ARP teve origem em um projeto da ex-vereadora Flávia Francischini e foi inspirado no Alerta Amber, modelo utilizado nos Estados Unidos para mobilizar rapidamente a população em casos de desaparecimento de crianças.

A ampliação do sistema em Curitiba foi proposta pela vereadora Delegada Tathiana Guzella (União Brasil) e aprovada pela Câmara Municipal de Curitiba em 2025. O objetivo central da alteração é aumentar a eficácia das buscas, reduzindo o tempo de resposta logo após o registro do desaparecimento.

Como funcionava o ARP antes da mudança

Até o início de novembro do ano passado, os alertas eram divulgados apenas por meios institucionais, como:

  • e-mails oficiais;
  • publicações em sites governamentais;
  • mensagens enviadas a autoridades, gestores públicos e responsáveis por terminais de transporte.

Nesse formato, o sistema dependia da atuação dos órgãos públicos para que a informação chegasse à sociedade, o que limitava o alcance imediato da mobilização.

Nova lei amplia comunicação direta com os cidadãos

Com a publicação da lei municipal nº 16.609/2025, em 10 de novembro de 2025, o envio dos alertas passou a incluir mensagens diretas à população cadastrada, via SMS e aplicativos de celular. Desde então, o novo modelo já está em vigor na capital paranaense.

A medida transforma os moradores em aliados diretos das buscas, criando um canal de comunicação rápida entre o poder público e a comunidade. Durante a votação do projeto, a vereadora Delegada Tathiana destacou a importância do tempo nas investigações de desaparecimento:

“Numa investigação de desaparecimento, o tempo que passa é a prova que se esvai. O tempo é tudo.”

Ela também ressaltou que o custo de implantação é reduzido, já que o município utiliza estrutura semelhante à dos alertas da Defesa Civil para eventos climáticos.

População passa a ter papel ativo nas buscas

Com a ampliação do ARP, Curitiba passa a adotar um modelo mais participativo, no qual a população pode colaborar de forma imediata ao receber informações relevantes que auxiliem na localização de pessoas desaparecidas. A expectativa é que o novo formato aumente a velocidade das mobilizações e as chances de sucesso nas buscas, especialmente em casos envolvendo crianças e adolescentes.

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