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Comissão Aprova Projeto que Inclui Pergunta sobre Doação de Órgãos no Censo

Comissão de Saúde da Câmara Aprova Inclusão de Pergunta sobre Doação de Órgãos no Censo

Em uma proposta que visa melhorar o entendimento sobre a doação de órgãos no Brasil, a Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou, em dezembro, um projeto de lei que torna obrigatória a inclusão de uma pergunta sobre doação de órgãos no Censo realizado pelo IBGE. Se aprovado, o objetivo é criar campanhas mais efetivas para reduzir as filas de transplante no país.

20/01/2026 – 14:28  

Pablo Valadares / Câmara dos Deputados

Flávia Morais recomendou a aprovação do projeto.

Objetivo da Proposta

O projeto de lei (PL 2714/24) propõe que os recenseadores sejam obrigados a incluir a seguinte pergunta no questionário: “Há membros na família que são doadores de órgãos ou tecidos?” Com essas informações, o governo federal pretende desenvolver campanhas informativas que estimulem a doação e reduzam as filas de espera para transplantes.

Contexto Atual dos Transplantes no Brasil

De acordo com a deputada Flávia Morais (PDT-GO), relatora do projeto, o Brasil possui o maior sistema público de transplantes do mundo, com aproximadamente 90% dos procedimentos realizados pelo SUS. No entanto, a fila de espera para transplantes continua elevada, muito em função da falta de informações e do diálogo nas famílias sobre a doação de órgãos.

A Importância do Diálogo Familiar

Flávia Morais, ao recomendar a aprovação da proposta de autoria do deputado Murilo Galdino (Republicanos-PB), enfatizou que a falta de discussão entre os membros da família contribui para a escassez de órgãos para doação. “No Brasil, a palavra final sobre a doação após a morte é da família. A inclusão da pergunta no Censo é vista como uma forma de estimular o debate dentro de casa, fazendo com que as pessoas expressem seu desejo aos familiares ainda em vida”, afirmou a parlamentar.

Próximos Passos da Tramitação

A proposta, que fará parte do processo de tramitação com caráter conclusivo, seguirá para análise das comissões de Ciência, Tecnologia e Inovação; e de Constituição, Justiça e Cidadania. Para se tornar lei, o projeto também precisará ser aprovado pelo Senado.

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Natalia Doederlein

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