Vacinação de Crianças e Adolescentes: Importância de Atualização Antes do Ano Letivo
A Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa) destaca a essencialidade de a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes ser verificada e atualizada antes do retorno às aulas em fevereiro. A medida visa assegurar a proteção dos estudantes e da comunidade escolar diante do início do ano letivo, marcado por um aumento na circulação de viroses.
Riscos na Circulação Escolar
Com a volta às atividades escolares, cresce a possibilidade de transmissão de doenças imunopreveníveis, devido à aglomeração de alunos em ambientes fechados. Esse cenário favorece a disseminação de agentes infecciosos, como vírus respiratórios e patógenos que causam doenças diarreicas e meningites.
Manter a vacinação em dia não apenas previne surtos escolares, mas também reduz faltas, internações e complicações graves, garantindo um ambiente mais seguro para todos.
Calendário Nacional de Vacinação
Atualmente, o Calendário Nacional de Vacinação abrange 11 vacinas disponíveis gratuitamente nas salas de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o Paraná. Mantê-las atualizadas é uma forma de compromisso com o bem-estar coletivo.
A Lei Estadual nº 19.534/2018, regulamentada pela Instrução Normativa Conjunta nº 01/2018, exige que alunos de até 18 anos apresentem a declaração de atualização vacinal no ato da matrícula ou rematrícula nas instituições de ensino públicas e privadas do estado.
Orientações da Secretaria da Saúde
O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, ressaltou a importância de a imunização estar em dia, visando proteger não apenas os estudantes, mas toda a comunidade escolar. “A vacinação é crucial para reduzir a transmissão de doenças e evitar complicações graves,” afirmou.
Ações Contínuas de Imunização
A Sesa também enfatiza a necessidade de ações de educação em saúde nas escolas, em colaboração com as secretarias municipais de saúde, para que a vacinação seja uma prioridade durante todo o ano letivo.
Vacinas Disponíveis
Entre as vacinas oferecidas estão:
- Difteria, tétano e coqueluche (DTP) – reforço aos 4 anos
- Varicela (catapora) – aos 4 anos
- Febre Amarela – aos 4 anos
- Influenza (menores de 6 anos) – proteção contra formas graves de influenza
- Covid (menores de 5 anos) – proteção contra formas graves de infecção por covid-19
- HPV na rotina (9 a 14 anos) – prevenção de cânceres e verrugas genitais
- HPV resgate (15 a 19 anos) – para jovens que não foram vacinados na idade recomendada
- Meningocócica ACWY (11 a 14 anos) – proteção contra meningites
- Hepatite B – de acordo com histórico vacinal
- Tríplice Viral – contra sarampo, caxumba e rubéola
- Dupla Adulto (dT) – reforço a cada 10 anos
- Dengue (10 a 14 anos) – prevenção contra formas graves da doença
Foco nos Adolescentes
Os adolescentes devem receber vacinas específicas, como a do HPV e a meningocócica ACWY, especialmente a vacina contra o HPV, que possui boa adesão. O Ministério da Saúde prorrogou até o primeiro semestre de 2026 a estratégia de resgate para jovens de 15 a 19 anos que não foram vacinados na idade certa. A vacinação contra dengue também está disponível, com ênfase na importância da segunda dose para garantir eficácia.
