História do Interesse dos EUA na Groenlândia
O envolvimento dos Estados Unidos na Groenlândia, um território dinamarquês autogovernado, remonta ao século XIX. Este interesse histórico se intensificou ao longo dos anos e ganhou nova visibilidade durante a presidência de Donald Trump.
Interesses do Século XIX e Início do Século XX
O anseio dos Estados Unidos por esse território começou com o secretário de Estado William H. Seward, que, após adquirir o Alasca dos russos em 1867, sugeriu a compra da Groenlândia e da Islândia da Dinamarca. Embora a proposta nunca tenha sido concretizada, os EUA mantiveram um interesse contínuo na maior ilha do mundo.
Em 1946, após a Segunda Guerra Mundial, o presidente Harry Truman propôs uma oferta de US$ 100 milhões em ouro pela Groenlândia, oferta que também foi recusada por Copenhague.
Reacendimento do Interesse com Trump
Durante seu primeiro mandato, em 2019, Donald Trump manifestou interesse explícito em adquirir a Groenlândia, descrevendo a transação como um “grande negócio imobiliário”. No entanto, o governo da Groenlândia e as autoridades dinamarquesas rejeitaram essa proposta, reafirmando que a ilha não estava à venda.
Após vencer as eleições de 2024, Trump trouxe novamente à tona seu desejo de compra, recebendo outra recusa. Em uma coletiva de imprensa na propriedade “Mar-a-Lago”, na Flórida, ele até insinuou a possibilidade de uma ação militar para garantir o controle do território, um alerta que ressoou entre colaboradores na Casa Branca.
Em um discurso durante uma sessão conjunta do Congresso, Trump deixou no ar a possibilidade de que a Groenlândia poderia ser incorporada aos EUA, afirmando: “Acho que vamos conseguir. De um jeito ou de outro, vamos conseguir.”
Fonte: CNN https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/eua-ja-tentaram-comprar-a-groenlandia-antes-entenda/
