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Hemisfério É de Todos Nós

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Lula Publica Artigo no The New York Times Sobre Relações no Hemisfério

No contexto das recentíssimas tensões entre Estados Unidos e Venezuela, o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), divulgou um artigo no jornal The New York Times. Intitulado “Este hemisfério pertence a todos nós”, o texto contrapõe a assertiva do Departamento de Estado dos EUA, que defendeu: “Este é o NOSSO hemisfério” após a operação que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro.

Crítica ao Uso da Força

Lula critica os bombardeios americanos em solo venezuelano e a prisão de Maduro, ocorrida em 3 de janeiro de 2026, afirmando que tais ações representam um retrocesso significativo ao direito internacional e à ordem multilateral estabelecida após a Segunda Guerra Mundial.

O presidente observa que a utilização da força por potências globais para resolver conflitos, ao invés de ser uma exceção, está se tornando uma prática comum, o que ameaça a paz e a estabilidade globais. Ele advoga que a anomia das normas, quando aplicadas seletivamente, enfraquece não apenas os estados individuais, mas todo o sistema internacional.

Responsabilidade na Democracia

Lula destaca que líderes, independentemente do país, devem ser responsabilizados por atitudes que comprometam a democracia e os direitos fundamentais. Ele afirma que ações unilaterais têm o potencial de desestabilizar o mundo, interromper o comércio e aumentar o fluxo de refugiados. Além disso, expressa preocupação com a implementação dessas práticas na América Latina e no Caribe.

“Elas trazem violência e instabilidade a uma parte do mundo que busca a paz através da igualdade soberana das nações”, declarou. Ele enfatiza que, em mais de 200 anos de história independente, esta é a primeira vez que a América do Sul vivencia um ataque militar direto por parte dos Estados Unidos.

Construindo um Futuro Conjunto

O presidente reforça que, em um mundo multipolar, é essencial que nenhum país tenha suas relações exteriores questionadas por buscar a universalidade. “Não nos submeteremos a esforços hegemônicos”, pontuou, salientando a importância de construir uma região próspera e pluralista. Para Lula, a utilização da força como método de resolver disputas é um conceito obsoleto e prejudicial.

Ele defende que o futuro da Venezuela e de qualquer nação deve ser determinado por seu povo, e acredita que um processo político inclusivo, liderado por venezuelanos, é a chave para um futuro democrático e sustentável. “Meu governo tem buscado um diálogo construtivo com os Estados Unidos, pois somos as duas democracias mais populosas do continente americano,” conclui, enfatizando a importância da colaboração em planos de investimento, comércio e combate ao crime organizado.

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