A escalada de tensões entre Estados Unidos e Venezuela culminou em uma ação militar americana em território venezuelano, levando o secretário-geral da ONU, António Guterres, a expressar profunda preocupação. A operação resultou na suposta captura do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, gerando reações internacionais sobre a legalidade do ato.
Reação da ONU
António Guterres afirmou estar “profundamente alarmado” com a situação e destacou que os eventos representam um “precedente perigoso” para o direito internacional. Ele enfatizou a necessidade de respeito à Carta da ONU e pediu que todas as partes envolvidas participem de um diálogo inclusivo, priorizando os direitos humanos e o Estado de direito.
Ação militar e desdobramentos
A operação militar teve início com ataques noturnos na capital Caracas e arredores, levando o governo venezuelano a declarar estado de emergência nacional. Embora o número de vítimas e a extensão dos danos ainda não tenham sido confirmados, o governo da Venezuela qualificou a ação como uma “agressão militar extremamente grave”. Esta situação surge após meses de crescente tensão, que inclui o aumento da presença militar americana nas águas próximas ao país.
Posição dos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em suas redes sociais que Maduro e sua esposa foram retirados do país. A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, declarou que o líder venezuelano enfrentará “toda a fúria da justiça americana”, em decorrência de uma acusação de 2020.
Reunião no Conselho de Segurança
Em resposta à operação militar, a Venezuela solicitou formalmente uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU em Nova Iorque para discutir a situação. A comunidade internacional aguarda desdobramentos sobre a crise e suas implicações para a paz e segurança na região.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, discursando na 73ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.
