Rússia Intensifica Bombardeios em Kiev e Deixa um Morto e 19 Feridos
A Rússia lançou ataques aéreos pesados contra a capital ucraniana, Kiev, e regiões do nordeste e sul da Ucrânia na madrugada deste sábado, resultando em pelo menos uma morte e 19 pessoas feridas. Os bombardeios ocorrem às vésperas de um encontro entre o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e o presidente dos EUA, Donald Trump, marcado para este domingo na Flórida.
Impacto dos Ataques em Kiev
O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, informou que uma mulher de 47 anos foi morta e que os ataques deixaram 19 feridos na cidade. Além disso, incêndios e explosões foram registrados em várias regiões, com a infraestrutura elétrica severamente atingida. De acordo com a administração municipal, aproximadamente 2.600 prédios residenciais estão sem aquecimento, enquanto 320 mil residências ficaram sem eletricidade, em um período no qual as temperaturas se aproximam de zero grau.
Resposta Internacional
Em resposta ao aumento da violência, a Polônia decidiu fechar dois aeroportos no nordeste do país e mobilizou aeronaves militares para monitorar seu espaço aéreo. Essas ações refletem uma crescente preocupação com a escalada do conflito na Ucrânia e as implicações que isso pode ter para a segurança regional.
Encontro Diplomático e Negociações de Paz
Os ataques ocorrem em um momento crítico para as negociações de paz. O encontro entre Zelensky e Trump é considerado fundamental para discutir um plano de paz, embora a Rússia tenha rejeitado recentemente o plano de 20 pontos apresentado por Zelensky na véspera de Natal. O presidente ucraniano mantém sua posição sobre o controle total da região de Donbass e se opõe à presença de tropas europeias e americanas na Ucrânia como parte das garantias de segurança.
Antes de sua viagem aos Estados Unidos, Zelensky destacou a urgência de garantir que o plano de paz esteja totalmente preparado, embora ainda existam questões em aberto, como as concessões territoriais que Kiev estaria disposta a aceitar.
Reações de Zelensky
Após os bombardeios, Zelensky afirmou que os ataques quase diários demonstram que Moscou “não quer o fim da guerra”, acusando o governo russo de buscar justificar a continuação da violência. O presidente ucraniano revelou que aproximadamente 500 drones e 40 mísseis foram envolvidos nos últimos ataques a Kiev e áreas adjacentes. A Rússia, por sua vez, alegou que os alvos eram instalações militares e infraestrutura energética utilizadas pelas Forças Armadas da Ucrânia.
