Conflitos entre Tailândia e Camboja continuam apesar de declaração de cessar-fogo
Em meio a tensões crescentes, a Tailândia confirmou a continuidade das operações militares contra o Camboja, contradizendo as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que havia anunciado um acordo de cessar-fogo entre os dois países. O primeiro-ministro tailandês, Anutin Charnvirakul, destacou que as forças armadas tailandesas prosseguirão com suas ações até que considerem que a segurança do território e da população esteja garantida.
Retomada do conflito
Os confrontos já se estendem por sete dias, resultando em pelo menos 20 mortes e forçando a evacuação de mais de 500 mil moradores na região da fronteira. Em uma declaração, autoridades militares tailandesas confirmaram ataques direcionados a alvos cambojanos, incluindo a destruição de duas pontes, utilizadas para o transporte de armas. O porta-voz da Força Aérea, Chakrit Thammavichai, ressaltou o uso de precisão nas operações para evitar danos a civis.
Reação de Donald Trump
A continuidade do conflito foi anunciada poucas horas após Trump afirmar que os líderes tailandês e cambojano haviam concordado em um cessar-fogo. Em uma postagem em sua rede social, o presidente expressou otimismo com a situação, indicando que ambos os países estavam dispostos a restaurar a paz e reativar o comércio com os EUA. Charnvirakul, no entanto, minimizou esta afirmação, ressaltando que o Camboja deveria respeitar o cessar-fogo.
Acusações mútuas
O Ministério da Defesa do Camboja também se pronunciou, informando que as forças armadas tailandesas teriam utilizado caças para atacar alvos, alegando que os ataques se estenderam à infraestrutura civil. O primeiro-ministro cambojano, Hun Manet, destacou o compromisso do Camboja com a resolução pacífica dos conflitos, insinuando que a Tailândia deveria ser responsabilizada pela escalada de violência.
Os recentes confrontos são parte de uma longa disputa territorial que remonta à época colonial, envolvendo áreas ao redor de templos antigos. Embora as nações tenham chegado a um acordo de cessar-fogo em outubro de 2022, este foi suspenso após um incidente com uma mina terrestre que feriu soldados tailandeses.
Próximos passos
A situação permanece tensa e a comunidade internacional observa atentamente, enquanto as esperanças por um diálogo pacífico parecem distantes. O clima político na Tailândia, agravado pela recente dissolução do Parlamento, também poderá influenciar as próximas etapas no relacionamento entre os dois países, com eleições previstas para 2026.
