Em uma recente entrevista ao site Politico, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez ataques contundentes a seus principais aliados europeus, descrevendo-os como países “em decadência” e acusando-os de serem enfraquecidos por políticas de imigração prejudiciais.
Declarações Polêmicas sobre Imigração
Trump afirmou que “a maioria” das nações europeias está “em decadência” devido à permissão da entrada de imigrantes com “ideologias totalmente diferentes”. Ele criticou os líderes europeus por não adotarem uma postura mais rigorosa, sugerindo que agem por “politicamente correto” ao não deportarem imigrantes para seus países de origem.
“Eles vão mudar sua ideologia, obviamente, porque as pessoas que estão chegando têm uma ideologia totalmente diferente. Mas isso os tornará muito mais fracos,” disse Trump.
Críticas a Líderes Europeus
O presidente americano não hesitou em chamar alguns chefes de governo europeus de “estúpidos” por suas políticas migratórias, classificadas como um “desastre”. O único político citado diretamente foi o prefeito de Londres, Sadiq Khan, a quem Trump se referiu de maneira negativa, chamando-o de “horrível, cruel e repugnante”.
Khan, que é muçulmano, já havia respondido às críticas de Trump anteriormente, chamando-o de “racista, sexista, misógino e islamofóbico”.
Visão sobre as Cidades Europeias
Trump também lamentou o que considera a deterioração de grandes capitais europeias. Ele mencionou Paris, afirmando que “é um lugar muito diferente do que costumava ser” e criticou Londres sob a gestão de Khan, expressando seu desagrado pela situação atual da cidade.
Tensões Entre EUA e Europa
Estas declarações ocorrem em um contexto de crescente divisão entre Washington e a Europa. Na semana passada, representantes de Trump se reuniram em Moscou para discutir um possível acordo de paz para a Ucrânia, mas não deixaram uma impressão positiva sobre os russos. O Kremlin observa com atenção essa tensão, que pode beneficiá-lo.
Comentários sobre a Guerra na Ucrânia
Na mesma entrevista, Trump declarou que a Rússia possui a “vantagem” na guerra e sugeriu que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, deve “começar a aceitar as coisas” como forma de encerrar o conflito. “Ele vai ter que se mexer e começar a aceitar as coisas quando se está perdendo”, afirmou.
Essas observações seguem a publicação de uma nova estratégia de segurança nacional dos EUA, que critica alguns governos europeus por manterem “expectativas irrealistas” sobre a guerra e por “obstruírem” um acordo de paz.
Segundo o documento, embora “uma grande maioria europeia deseje a paz”, esse desejo não se traduz em políticas devido à “subversão dos processos democráticos” pelos próprios governos. Em resposta, o chanceler alemão, Friedrich Merz, minimizou algumas das alegações do documento dos EUA, ressaltando que a Europa não precisa da ajuda dos Estados Unidos para “salvar a democracia” local.
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