A recente declaração do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destaca a crescente pressão sobre a Ucrânia em meio ao conflito com a Rússia. Trump sugeriu que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, deveria ter buscado uma resolução mais cedo, afirmando que a situação atual é desvantajosa para Kiev.
Trump Critica Zelensky
Em comunicado à imprensa na Casa Branca, Trump mencionou que, durante seu encontro com Zelensky em fevereiro, houve uma oportunidade crucial para negociações. “Disse a eles que ‘vocês não têm cartas na manga'”, destacou Trump. Ele advertiu que o momento para negociações era mais favorável no início do conflito e que a Ucrânia não possui atualmente poder de barganha significativo.
Encontro Tenso na Casa Branca
O encontro entre Trump e Zelensky foi marcado por divergências acentuadas, com ambos os lados apresentando posições conflitantes. Trump sinalizou que os Estados Unidos talvez reconsiderem seu apoio à Ucrânia se não houver progresso nas negociações, colocando pressão adicional sobre o líder ucraniano.
Resposta de Zelensky e Avanços nas Negociações
Apesar das críticas, Zelensky declarou que as negociações continuam em andamento. Em pronunciamento feito na quarta-feira, o presidente ucraniano revelou que sua equipe aguarda novas reuniões em Washington, além de participar de encontros em Bruxelas, incluindo um com o Conselho Ucrânia-Otan.
“Estamos preparando reuniões nos Estados Unidos após o retorno da equipe americana de Moscou e continuaremos as discussões com os enviados do presidente Trump”, afirmou Zelensky.
Ele enfatizou a disposição da Ucrânia em colaborar de forma construtiva com os parceiros internacionais, esperando um retorno positivo sobre as discussões, seja presencialmente ou por telefone.
Apoio Internacional e Situação no Conflito
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, reafirmou o compromisso da aliança em continuar investindo bilhões em armamentos para a Ucrânia em 2025, ressaltando o apoio militar e político dos Estados Unidos e da Europa ao país. Enquanto os esforços diplomáticos avançam, o conflito no território ucraniano permanece ativo, com Moscou reivindicando o controle de cidades estratégicas na região leste, embora essa afirmação seja contestada por Kiev, que acusa a Rússia de exagerar seus ganhos militares.
O Kremlin, por sua vez, informou que não há um acordo formal em vista e que uma reunião direta entre Vladimir Putin e Donald Trump não está programada, dependendo dos progressos nas tratativas entre as equipes técnicas.
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