01/12/2025 – 19:00
Homenagem no Dia Mundial de Luta contra a Aids
Na última segunda-feira (1º), a Câmara dos Deputados promoveu uma sessão solene em homenagem ao Dia Mundial de Luta contra a Aids. A deputada Erika Kokay (PT-DF), autora da solicitação para a realização do evento, destacou a importância da data para refletir sobre os impactos da epidemia e promover a solidariedade às pessoas que vivem com HIV. Além disso, ela enfatizou a necessidade de políticas públicas eficazes e inclusivas.
Desafios no Combate ao HIV/Aids
Embora o Brasil tenha se destacado internacionalmente em diagnóstico e tratamento, Erika Kokay alertou sobre os desafios que ainda persistem. “É fundamental traçar perfis epidemiológicos e adotar uma abordagem multidisciplinar no enfrentamento ao HIV/Aids nas políticas de saúde. É necessário considerar os fenômenos políticos e sociais que influenciam a epidemia”, afirmou a deputada.
Desigualdades de Gênero
A representante do coletivo feminista de luta contra Aids Gabriela Leite, Cleide Jane, ressaltou que as desigualdades de gênero tornam as mulheres mais vulneráveis ao HIV, complicando o combate à epidemia. “Fatores como pobreza e acesso limitado à educação e saúde impactam severamente mulheres negras e de comunidades marginalizadas, aumentando o risco de infecção. É urgente que as políticas públicas abordem a saúde sexual e reprodutiva das mulheres de maneira interseccional”, enfatizou.
Financiamento e Criminalização
A representante do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), Andrea Boccardi Vidarte, alertou sobre a diminuição do financiamento internacional para o tratamento da doença. Segundo o último relatório da organização, essa redução pode resultar em até 3 milhões de novas infecções por HIV globalmente até 2030. Ela também destacou o aumento do número de países que criminalizam atividades sexuais entre pessoas do mesmo sexo, o que contribui para a elevação dos casos de infecção.
Combate ao Preconceito
Os participantes de movimentos sociais que estavam presentes na sessão reforçaram a necessidade de incluir marcadores sociais no enfrentamento da infecção por Aids. Eles ressaltaram a importância de combater o preconceito e o estigma social que afetam as pessoas vivendo com a doença.
Reportagem – Mônica Thaty
Edição – Ana Chalub
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