USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ -- BTC: USD --

Recall de Airbus A320 impacta grandes companhias aéreas

Ícone de sino para notificações

Um recall imediato da Airbus afetará cerca de 6 mil aeronaves do modelo A320, que representam mais da metade da frota global desse popular avião. A medida, anunciada na noite desta sexta-feira (28), terá impactos significativos no tráfego aéreo internacional.

Motivação para o Recall

O alerta foi gerado após uma análise interna da fabricante europeia, que identificou um problema de software como possível causa para a perda repentina de altitude de um A320 operado pela companhia JetBlue em outubro. O incidente resultou em ferimentos a 15 passageiros e levou o avião a realizar um pouso de emergência na Flórida.

Dimensões do Recall

Este recall é um dos maiores da história da Airbus, com impacto sobre 350 operadores em todo o mundo. Recentemente, o A320 havia superado o Boeing 737 como o modelo mais entregue. A correção do problema geralmente requer a instalação de uma versão anterior do software, mas em cerca de mil aeronaves, modificações de hardware serão necessárias, podendo demorar algumas semanas para serem realizadas.

Impactos no Tráfego Aéreo

Os efeitos do recall já são visíveis, com atrasos e cancelamentos de voos, principalmente na Ásia, onde o A320 é amplamente utilizado em trajetos curtos, especialmente na Índia e na China. Companhias aéreas europeias, como Air France e Lufthansa, também registraram voos cancelados. A Avianca, da Colômbia, suspendeu a venda de bilhetes até 8 de dezembro devido ao impacto em mais de 70% da sua frota.

Informações sobre o Brasil

No Brasil, as principais operadoras do A320, Latam e Azul, afirmaram que o recall não afetará os voos domésticos. Entretanto, a Latam mencionou que um número restrito de aeronaves de suas filiais na Colômbia, Chile e Peru será impactado, e a companhia irá comunicar os passageiros sobre qualquer alteração nos voos.

Incidente com a JetBlue

O incidente que desencadeou o recall ocorreu durante um voo da JetBlue em 30 de outubro, quando a aeronave voava de Cancun, no México, para Newark, em Nova Jersey. Documentos internos da Airbus indicam que a falha foi rastreada a um sistema de controle de voo conhecido como ELAC, cuja funcionalidade é fundamental para manobras de subida e descida. A fabricante concluiu que a radiação solar intensa pode corromper dados críticos desse sistema.

Publicações recomendadas

Leia também