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Serviço Aeromédico do Paraná Garantia Assistência em Todas as Regiões

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Aeromédico do Paraná Registra Mais de 3 Mil Atendimentos em 2023

Um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) indicou que, entre janeiro e outubro de 2023, o serviço aeromédico do Paraná realizou 3.201 atendimentos, com uma média diária de 10,56 ocorrências. No ano passado, o total de atendimentos foi de 3.932. Com 18 anos de atuação, o serviço é reconhecido nacionalmente e opera com aeronaves financiadas integralmente pelo Governo do Estado.

Histórico e Desenvolvimento do Serviço

Desde sua criação em 2007, o serviço aeromédico contabiliza 35.180 atendimentos, abrangendo resgates de vítimas de acidentes, emergências clínicas, transporte de recém-nascidos em necessidade de UTI, e o transporte aéreo de órgãos para transplante. O modelo paranaense se destaca pela quantidade de aeronaves e pela formação técnica das equipes, sendo o único que opera exclusivamente para demandas de saúde.

Operação e Estrutura das Aeronaves

A operação é gerida pelo Sistema Estadual de Regulação de Urgência, com acionamento baseado na avaliação de médicos reguladores. A frota inclui seis helicópteros e um avião, distribuídos em cinco bases estratégicas localizadas em Curitiba, Cascavel, Londrina, Maringá e Ponta Grossa. Cada aeronave conta com, pelo menos, um piloto, um médico e um enfermeiro, e é operada conforme as diretrizes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

“O serviço é fundamental para o atendimento pré-hospitalar, proporcionando assistência imediata e especializada para quem mais precisa,” afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto. Ele enfatizou o compromisso do governo em garantir agilidade e segurança em cada atendimento.

Cobertura e Coordenação

Cada base opera com raio de atendimento de até 250 quilômetros e voos com duração máxima de duas horas. A base de Curitiba atrai destaque com dois helicópteros da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e um avião da Sesa. O coordenador Guilherme Zammar mencionou a importância de transformar momentos críticos em oportunidades de vida, ressaltando a responsabilidade que o trabalho exige.

As bases em Cascavel, Londrina, Maringá e Ponta Grossa são operadas com helicópteros contratados pela Sesa, com equipes fornecidas pelos Samus Regionais. Em Maringá, o coordenador Etore Moscardi destacou que foram realizados mais de 8.700 atendimentos de excelência, variando entre traumas, emergências clínicas e transporte de órgãos.

Investimentos e Recursos

Todos os serviços aeromédicos no estado são financiados pela Sesa. O contrato anual para os helicópteros, além do avião de Curitiba, está orçado em até R$ 85,5 milhões. Até agora, o BPMOA recebeu R$ 16 milhões do Fundo Estadual de Saúde, além de cerca de R$ 4,5 milhões para custear equipes médicas.

A partir de 2020, a Sesa começou a adquirir um medicamento trombolítico para pacientes com ataque cardíaco, disponível nas ambulâncias e aeronaves, com um total investido de mais de R$ 7 milhões neste ano, aplicando cerca de 1.561 ampolas.

Inovações em Atendimento

Nos últimos três anos, o serviço aeromédico introduziu um projeto para transfusões de sangue em pacientes críticos diretamente na cena do acidente, antes da chegada ao hospital. Com apoio da Helisul, uma sala para armazenamento de bolsas de sangue tipo O negativo foi instalada em Maringá, permitindo atender 50 pacientes em estado gravíssimo.

Um Exemplo de Esperança

A história de José Marcos Francisco, 59 anos, exemplifica o impacto do serviço. Ele passou por um grave acidente em Minas Gerais e, com fraturas na coluna cervical, foi transferido para Curitiba após solicitar ajuda da Central de Leitos. “Sou muito grato pelo atendimento que recebi. Poderia ter sido ignorado, mas fui trazido de volta para casa e tratado com dignidade”, disse José Marcos emocionado.

Um Legado em Construção

O serviço aeromédico começou em 2007 com um único helicóptero e, desde então, expandiu suas operações para atender tanto traumas quanto emergências clínicas em todo o estado. O diretor de Planejamento da Atenção Especializada da Sesa, Vinícius Filipak, destaca o orgulho em ter contribuído para este avanço, com a certeza de que suas ações estão ajudando a construir um legado de atendimento de qualidade no Paraná.

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