O líder da Venezuela, Nicolás Maduro, expressou agradecimentos ao papa Leão XIV e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva por seus esforços em defesa da paz na Venezuela, em meio a crescentes tensões com os Estados Unidos. A declaração foi feita durante um discurso no Congresso do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), em Caracas, na noite de terça-feira (4). A situação na Venezuela e as relações com os EUA têm gerado discussões acaloradas no cenário internacional.
Agradecimentos de Maduro
No seu pronunciamento, Maduro elogiou o papa Leão XIV, afirmando que ele pediu diálogo entre os Estados Unidos e a Venezuela como forma de buscar soluções pacíficas. “Agradeço ao pronunciamento do papa Leão, vigário de Cristo e líder da Igreja Católica, que pediu diálogo entre os Estados Unidos e a Venezuela para buscar soluções e defender a paz. Muito obrigado”, afirmou Maduro.
Além disso, o líder venezuelano agradeceu o Escritório de Especialistas em Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) por seu pronunciamento contra as ameaças de uso de força militar na região. “[O escritório da ONU] fez um tremendo pronunciamento contra as ameaças de uso da força militar contra a Venezuela”, destacou.
“Agradeço ao presidente Lula da Silva, pois fez um forte pronunciamento pela paz na América do Sul e sobre o poder que a Celac [Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos] deve ter”, completou Maduro.
O posicionamento de Lula
Durante um encontro com jornalistas em Belém, o presidente Lula indicou que poderá viajar à Colômbia para participar da 4ª Cúpula Celac-União Europeia, programada para os dias 9 e 10 de novembro. Ele destacou que a cúpula abordará a mobilização militar dos Estados Unidos nas proximidades da Venezuela.
Lula também revelou que, em uma reunião com o presidente Donald Trump na Malásia, ressaltou a importância de considerar a América Latina como uma “zona de paz”. “Aqui não proliferou armas nucleares. No caso do Brasil, é constitucional. […] Não precisamos de guerra aqui”, afirmou.
O presidente brasileiro enfatizou que a intervenção militar não é a solução para problemas políticos. “Um problema político a gente não resolve com armas, resolve com diálogo. Eu me coloquei à disposição. Nós temos todo o interesse em ajudar. Nós não queremos conflito na América do Sul”, concluiu Lula.
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