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México Aceita Ajuda dos EUA no Combate ao Narcotráfico, Mas Rejeita Intervenção

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Claudia Sheinbaum Reafirma Soberania do México em Resposta a Possível Intervenção dos EUA

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, reafirmou a soberania do país ao declarar que não permitirá qualquer forma de interferência dos Estados Unidos na luta contra o narcotráfico. A posição foi expressa durante uma coletiva de imprensa na segunda-feira (3), em um contexto de especulações sobre uma possível incursão terrestre americana para combater o crime organizado no território mexicano.

Declarações de Soberania

Sheinbaum destacou que o México é uma nação livre e soberana, adicionando que aceita colaboração em termos de informação e inteligência, mas não intervenção militar. “Como disse Omar García Harfuch, secretário de Segurança e Proteção Cidadã, aceitamos ajuda em informação, mas intervenção, não”, afirmou a presidente durante a coletiva no Palácio Nacional, na Cidade do México.

Rumores de Incursão Militar

Os rumores sobre uma possível intervenção dos EUA surgiram após uma reportagem da CBS News que indicava que o governo Trump planejava enviar tropas e agentes de inteligência ao México. A primeira fase da operação incluiria incursões para realizar ofensivas estratégicas contra cartéis e ataques a laboratórios de drogas, além de ações contra líderes do narcotráfico.

Violência e o Assassinato de Líder Local

Durante seu discurso, Sheinbaum também lamentou o assassinato do prefeito de Uruapan, Carlos Manzo Rodríguez, que foi morto a tiros no último sábado (1º), em uma região marcada por conflitos relacionados ao narcotráfico. A presidente sublinhou que não é possível combater o crime por meio da militarização, pois isso, segundo ela, gera mais violência.

{{“A força do Estado reside na justiça. A militarização e a guerra às drogas não funcionaram; pelo contrário, trouxeram violência. Estamos começando a reduzir essa violência agora.”}}

Ofensivas Navais dos EUA

Desde agosto, os Estados Unidos têm realizado ofensivas navais com apoio de caças F-35, lançando mísseis e bombardeios em embarcações no Caribe e no Oceano Pacífico, próximas às costas venezuelanas. No entanto, até o momento, não há evidências concretas que justifiquem essas ações.

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