Na manhã desta segunda-feira (13), Israel iniciou a libertação de quase dois mil palestinos em cumprimento a um acordo de cessar-fogo com o Hamas. A medida abrange prisioneiros condenados por crimes graves e aqueles detidos durante a atual escalada do conflito.
Acordo e Libertação
De acordo com o pacto, estão previstos a libertação de 250 palestinos condenados por assassinato e outros crimes, além de 1.700 detidos em Gaza desde o início da guerra, que se intensificou em outubro. Também fazem parte do acordo a soltura de 22 menores e a devolução de 360 corpos de militantes.
O Hamas informou que 154 prisioneiros foram deportados para o Egito. Contudo, a lista de libertados não inclui comandantes do Hamas nem figuras proeminentes de outras facções, o que gerou críticas de familiares dos detidos.
Chegada dos Libertados
Os palestinos libertados chegaram a Gaza e à Cisjordânia em ônibus, alguns deles exibindo cartazes com o símbolo de vitória. Após a chegada, passaram por exames médicos para garantir sua saúde.
Conduta do Hamas
O Hamas destacou em nota que fez esforços para proteger os prisioneiros palestinos, que, segundo a entidade, enfrentaram várias violações, como abusos e tortura. O grupo reafirmou seu compromisso com as obrigações do acordo, mediado pelos Estados Unidos e países árabes.
A nota do Hamas também mencionou a dificuldade enfrentada pelo governo israelense em libertar seus soldados capturados e ressaltou que a libertação de prisioneiros resulta da resistência do povo de Gaza.
Reações no Campo Palestino
A libertação gerou uma mistura de emoções entre os palestinos. Mulheres e homens se reuniram no Hospital Nasser, em Gaza, para receber os libertados. Uma mulher identificada como Um Ahmed expressou sentimentos conflitantes: “Estou feliz pelos nossos filhos que estão sendo libertados, mas ainda estamos sofrendo pelas perdas na ocupação e pela destruição em Gaza”.
Outra voz importante é de Tala Al-Barghouti, filha de um militante do Hamas condenado a penas severas. Ela expressou preocupação com os que não foram incluídos no acordo, sentindo que “sacrificaram aqueles que desempenharam um papel crucial na resistência”.
*Com informações da agência Reuters
