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Exército de Israel Aceita Cessar-Fogo, Mas Tropas Continuam em Alerta

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Exército de Israel Comenta Acordo de Cessar-Fogo com o Hamas

O Exército de Israel manifestou apoio à assinatura de um acordo de cessar-fogo com o Hamas, anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quarta-feira (8). Embora tenha acolhido a iniciativa, o Exército também reforçou a necessidade de preparação para possíveis desafios futuros.

Preparativos e Estratégias do Exército

Segundo o jornal Al Jazeera, o Chefe de Gabinete, Eyal Zamir, instruiu as tropas a manter uma defesa robusta e a estarem prontas para diversos cenários. O Chefe do Estado-Maior Geral também direcionou as forças a se prepararem para liderar operações de resgate de reféns, enfatizando a importância de agir com sensibilidade e profissionalismo.

Atos de Violência Após o Acordo

Ainda de acordo com a publicação, ataques foram registrados em Gaza logo após a assinatura do acordo. Caças israelenses realizaram bombardeios em áreas próximas à Cidade de Gaza, incluindo uma residência no campo de Shati e um veículo blindado carregado de explosivos no bairro de Sabra, ao sul da cidade. Até o momento, não há relatos de vítimas.

Reações de Líderes

Após o anúncio, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, expressou sua gratidão a Trump, afirmando: “Com a ajuda de Deus, traremos todos para casa.” Netanyahu ressaltou que o dia representava um marco para Israel e prometeu convencer o governo a aprovar o acordo para trazer os reféns de volta.

“Tenho muito orgulho em anunciar que Israel e o Hamas assinaram a primeira fase do nosso Plano de Paz. Isso significa que todos os reféns serão libertados em breve e Israel retirará suas tropas para uma linha acordada, como os primeiros passos em direção a uma paz forte e duradoura,” declarou Trump em sua rede social, Truth Social.

O Hamas também respondeu ao acordo, afirmando que está disposto a libertar todos os prisioneiros israelenses, vivos e mortos, conforme a proposta de Trump. O grupo enfatizou que os sacrifícios do povo não serão em vão e se comprometeu a lutar pelos direitos nacionais até que se alcance a liberdade e a autodeterminação.

Contexto do Conflito

A proposta de acordo foi mediada por Catar, Egito e Turquia, e consiste em 20 pontos que visam estabelecer condições para o fim do conflito que dura dois anos entre Israel e o Hamas. Desde o início dessa guerra, que completou dois anos em 7 de outubro, mais de 67 mil palestinos foram mortos e cerca de 170 mil ficaram feridos, segundo autoridades de saúde em Gaza. No lado israelense, são 1.665 mortos, com 1.200 falecidos apenas nas primeiras horas do ataque do Hamas, que iniciou o conflito. Atualmente, estima-se que 48 reféns ainda estejam em Gaza, com 20 deles acreditando-se estarem vivos.

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