Policiais Rodoviários do Paraná Sob Suspeita de Cobrança de Propina
Uma investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná revelou um esquema de extorsão envolvendo policiais rodoviários estaduais. Os agentes estão sendo acusados de cobrar dinheiro de motoristas para evitar multas, utilizando métodos que vão desde pagamentos via QR code até a oferta de wi-fi do batalhão da polícia.
Funcionamento do Esquema
Em vídeos coletados na investigação, é possível ver um policial abordando um caminhoneiro e, após uma conversa, solicita um pagamento via QR code. O caminhoneiro, sem dinheiro em espécie, é instruído a abrir um aplicativo bancário. Após a transação, o motorista é liberado da blitz.
O Gaeco informou que ao menos 100 vítimas foram identificadas, sendo a maioria caminhoneiros. Uma das vítimas relatou que foi forçada a fazer um pagamento online para evitar uma multa severa, com a ameaça de que seu caminhão poderia ser apreendido caso não o fizesse.
Ação Policial
Na terça-feira (7), os policiais suspeitos foram alvo de duas operações do Gaeco, resultando no afastamento de 10 policiais das regiões de Ponta Grossa e Guaraniaçu, além da prisão de um agente da região de Guarapuava. Durante a operação, também foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão.
Os nomes dos suspeitos ainda não foram divulgados, e o g1 busca informações sobre suas defesas. A Polícia Militar do Paraná afirmou que a corregedoria-geral está monitorando as ações para garantir a transparência e legalidade dos procedimentos.
Tipo de Crimes Investigados
As operações “Rota 466” e “Via Pix” visam investigar possíveis crimes de concussão, corrupção passiva e lavagem de ativos. O MP-PR destacou que alguns policiais exigiam propina de motoristas e até mesmo de salvadores de cargas tombadas.
Ainda segundo o MP-PR, foi identificado um ex-comandante com um histórico de corrupção que, além de receber propinas, tentou dificultar o andamento das investigações. Motoristas da região de Piraí do Sul relataram casos semelhantes de extorsão por parte de agentes da polícia rodoviária.
Posicionamento da Polícia Militar
Em nota, a Polícia Militar do Paraná informou que o GAECO, em parceria com a Corregedoria-Geral da PM e o Comando Regional da PM, está conduzindo as investigações para assegurar que todos os procedimentos sigam as normas legais e éticas.
Conclusão
As denúncias contra os policiais e as ações do Gaeco ressaltam um problema sério de corrupção dentro das forças de segurança pública no Paraná, gerando preocupações sobre a integridade das instituições responsáveis pela fiscalização e segurança nas rodovias.
Fonte/Imagem: G1
