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Enviado de Trump negocia “plano de paz” e reféns em Gaza no Egito

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Um importante avanço nas negociações de paz para a Faixa de Gaza está previsto para ocorrer neste fim de semana, com a presença de dois representantes dos Estados Unidos. Steve Witkoff, enviado especial do presidente Donald Trump, e Jared Kushner, genro do republicano, viajarão ao Egito para discutir a libertação de reféns e aspectos de um plano de paz que envolve 20 cláusulas.

Liberação de Reféns e Negociações no Egito

De acordo com informações da CNN Internacional, a viagem de Witkoff e Kushner ocorre após o Hamas declarar sua disposição em libertar os reféns em cativeiro. Contudo, o grupo ainda não aceita os outros elementos da proposta americana, o que poderá tornar as negociações mais desafiadoras.

Segundo o jornal Haaretz, Israel se prepara para retomar as conversas no Egito, após decidir mudar a sede de Doha, no Catar. Essa alteração é reflexo das crescentes tensões entre Israel e Catar, exacerbadas por um ataque das Forças Armadas israelenses a líderes do Hamas no mês passado.

Expectativas e Resistências

Uma delegação do Hamas deverá chegar ao Cairo neste sábado (4/10) para as negociações. Espera-se que esses encontros definam os detalhes da primeira fase do plano de Trump, que inclui a libertação de reféns e uma retirada parcial das tropas israelenses da Faixa de Gaza.

Israel apresentará mapas com áreas para a retirada inicial, enquanto Washington tentará mediar os ajustes finais entre as partes envolvidas. Além de Witkoff e Kushner, o Ministro de Assuntos Estratégicos de Israel, Ron Dermer, e o chefe do serviço de inteligência interno (Shin Bet) participarão das discussões.

Pontos em Aberto do Plano de Paz

Dentre os tópicos ainda não resolvidos, destaca-se a lista de prisioneiros palestinos que seriam libertados em troca dos reféns israelenses. O plano menciona apenas a quantidade de prisioneiros, sem especificar nomes, um aspecto que Israel busca clarificar antes das reuniões.

Outro ponto controverso refere-se à desmilitarização da Faixa de Gaza. O Hamas insiste na manutenção de armas leves, uma condição que Israel ainda analisa. Também não há consenso sobre as áreas de retirada do Exército nas três fases do acordo, que aparecem vagamente definidas no texto da proposta.

Camisa Abu Marzouk, alto funcionário do Hamas, afirmou à Al-Jazeera que o grupo está disposto a negociar todos os aspectos do programa e indicou que a entrega de armas só ocorrerá com a criação de um Estado palestino soberano.

Controvérsias em Meio às Negociações

Embora as negociações estejam se desenrolando, os ataques israelenses em Gaza continuam, com pelo menos 20 palestinos mortos nos recentes confrontos, mesmo após pedidos do presidente Trump para que os bombardeios cessem. O porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF), Coronel Avichay Adraee, alertou a população para evitar o retorno às áreas de conflito.

As negociações no Cairo representam uma oportunidade significativa para dar início à primeira fase do plano de Trump, buscando estabelecer uma trégua, a libertação de reféns e o esboço de uma administração civil temporária para Gaza.

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