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CPMI do INSS: Ministro afirma que CGU investigou rapidamente denúncias de 2024

02/10/2025 – 19:41

Ministro da CGU Defende Ações Contra Fraudes no INSS

O ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinicius Carvalho, reafirmou que sua equipe está comprometida em investigar denúncias de descontos irregulares em aposentadorias e pensões. O ministro prestou depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que investiga fraudes ocorridas a partir de 2024.

Denúncias e Retaliações

Durante sua fala, Carvalho enfrentou questionamentos por parte de integrantes da oposição, que criticaram a CGU por sua aparente inação frente a irregularidades envolvendo R$ 2,6 bilhões em descontos. O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), indagou por que a kontroladoria não suspendeu imediatamente os acordos de cooperação técnica (ACTs) que permitiam tais descontos.

Resposta da CGU

O ministro esclareceu que a CGU recomendou a suspensão dos ACTs assim que surgiu evidência de irregularidades, em 2024. No entanto, destacou a limitação do órgão em obrigar a implementação das recomendações, assim como as suspensões dos contratos.

“Desde o início de 2024, trabalhamos em colaboração com a Polícia Federal, o que resultou na recuperação dos valores de aposentados, em menos de um ano após o primeiro pedido de investigação”, afirmou Carvalho.

Manutenção do Sigilo e Acordos com a PF

Sobre a falta de comunicação de indícios de fraudes a outros órgãos, o ministro explicou que o sigilo é necessário em casos onde há envolvimento da Polícia Federal. Carvalho mencionou que esses dados são essenciais para a abertura de inquéritos criminais, razão pela qual ele mesmo não teve acesso completo às investigações.

Controvérsias Políticas

Em meio ao depoimento, o senador Jorge Seif (PL-SC) contestou a ideia de que a administração anterior, durante o governo Bolsonaro, é responsável pelas fraudes. Seif argumentou que a CGU já tinha planos de auditoria em 2022, e que o atual governo não agiu rapidamente.

Por outro lado, Vinicius Carvalho apontou que apenas quatro entidades foram suspensas entre 2019 e 2022, ao mesmo tempo em que 21 novos acordos foram firmados, permitindo descontos irregulares que somaram uma considerável quantia em 2023 e 2024.

Deputados da base e da oposição trocaram acusações sobre a responsabilidade pelas fraudes. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou que o esquema criminoso foi institucionalizado no governo Bolsonaro, enquanto o deputado Fabio Costa (PP-AL) mencionou que, no primeiro ano do governo Lula, os descontos em aposentadorias mais que dobraram.

Reportagem – Maria Neves
Edição – Ana Chalub

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