Durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira (26), no Hotel Pestana, em Curitiba, a jornalista e ex-candidata à Prefeitura de Curitiba, Cristina Graeml, oficializou sua filiação ao União Brasil. O ato contou com a presença do senador Sergio Moro, que anunciou a pré-candidatura dela ao Senado Federal em 2026.
A filiação gerou questionamentos sobre uma possível contradição entre seu discurso crítico ao “sistema” nas eleições de 2024 e a entrada em um partido considerado parte do chamado centrão.
Resposta a questionamento do Portal Nosso Dia
Provocada pelo jornalista do Portal Nosso Dia, que relembrou sua campanha à Prefeitura de Curitiba, Cristina fez questão de corrigir o que considera uma interpretação equivocada:
“É justamente essa parte que eu quero corrigir, com todo respeito a você, porque eu também sou profissional de imprensa. Eu nunca me apresentei como candidata antissistema. Quem fez isso foram vocês, no papel de jornalistas. Eu fui identificada como antissistema pelo eleitor que não queria mais dos mesmos voltando para a Prefeitura de Curitiba.”
A pré-candidata também lembrou os obstáculos enfrentados em 2024:
“Houve uma indústria violentíssima de calúnias e injúrias, além de pesquisas que tentavam me asfixiar, dizendo que eu não era candidata quando meu nome surgia na espontânea. Ainda assim, disputei, fiz história e tive muito orgulho dos meus eleitores e do movimento que a cidade fez em torno do meu nome.”
Do Podemos ao União Brasil
Cristina destacou que, após o pleito municipal, voltou às atividades jornalísticas e que sua decisão atual se baseia na necessidade de contar com um grupo político forte para disputar o Senado:
“É força, coragem e união para enfrentar os desafios que temos pela frente. O Paraná é conservador e quer ser bem representado em Brasília. Agora, com o União Brasil, encontro mais respaldo para essa jornada.”
Estratégia conjunta com Moro
Sergio Moro reforçou que a aliança com Graeml faz parte da construção de um projeto amplo de direita e centro-direita no Paraná:
“O Paraná será nossa fortaleza. Não somos oposição a Ratinho Junior, nossa oposição é ao governo Lula. Queremos um Estado mais seguro, inovador e capaz de liderar o país no enfrentamento aos desafios.”
Impacto político
A fala de Graeml mostra uma tentativa de reposicionar sua imagem: de candidata marcada pelo discurso crítico em 2024 para pré-candidata ao Senado apoiada por uma das maiores siglas nacionais. Ao rechaçar o rótulo de “antissistema”, ela busca se aproximar de um eleitorado conservador, mas com apoio institucional robusto.
