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Lula Abre Assembleia Geral da ONU

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Presidentes em Debate na ONU

Nova York — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursa nesta terça-feira (23/9) na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Espera-se que sua fala reforce a defesa da soberania do Brasil em um contexto internacional desafiador.

Abertura da Assembleia da ONU

A solenidade começou às 10h com um discurso do secretário-geral da ONU, António Guterres, que enfatizou a importância do multilateralismo e da paz global, classificando-a como a “primeira obrigação”.

O discurso de Lula é aguardado com atenção, especialmente após o governo dos Estados Unidos ter anunciado, um dia antes, uma nova rodada de sanções a autoridades brasileiras, incluindo a esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Contexto Político Atual

O governo dos EUA incluiu Viviane Barci de Moraes na lista de sancionados pela Lei Magnitsky e suspendeu o visto do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, e de outros oficiais brasileiros. Esta é a primeira visita de Lula aos Estados Unidos desde a imposição de tarifas pelo ex-presidente Donald Trump e a proximidade entre os discursos de Lula e do presidente americano gera expectativa sobre um possível encontro, que, até o momento, não foi confirmado.

Em entrevista à BBC News, Lula expressou sua disposição de negociar as tarifas com Trump, caso tenha a oportunidade: “Se ele chegar e passar perto de mim, eu vou cumprimentá-lo. Eu sou cidadão civilizado e converso com todo mundo”, declarou.


Agenda do Presidente na ONU

  • Lula chegou a Nova York no domingo e permanecerá até quarta-feira (24/9).
  • Durante sua estadia, ele participará de reuniões de alto nível sobre democracia, combate ao extremismo, meio ambiente e resolução de conflitos regionais.
  • A primeira-dama, Janja Lula da Silva, acompanha Lula após ter participado da COP30 como enviada especial desde a última quarta-feira.
  • A viagem do presidente envolveu incertezas sobre a presença de algumas autoridades devido à demora na obtenção de vistos.
  • O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, recebeu o visto apenas na quinta-feira anterior ao evento, o que acarretou restrições de circulação.

Questões de Visto

Partes da delegação brasileira enfrentaram incertezas a poucos dias do evento, devido à demora dos EUA em emitir vistos necessários. Os ministros Ricardo Lewandowski e Alexandre Padilha tiveram seus documentos pendentes até a semana anterior à Assembleia. No caso de Padilha, as restrições de mobilidade levaram à sua desistência de participar presencialmente.

O ministro só poderia transitar entre localizações restritas, o que impediria sua presença em reuniões importantes da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Recentemente, o governo americano revogou vistos de autoridades ligadas ao programa Mais Médicos, afetando também familiares de Padilha.

Compromissos e Reuniões

No primeiro dia de atividades em Nova York, Lula participou da Conferência Internacional para Resolução Pacífica da Questão Palestina, convocada pela França e Arábia Saudita. No dia 24, liderará uma reunião em defesa da democracia ao lado de líderes do Chile e da Espanha, visando reafirmar compromissos em torno do multilateralismo.

A agenda de Lula também incluirá discussões sobre temas ambientais, em preparação à COP30, que ocorrerá em Belém (PA). Ele participará da Cúpula das NDCs, focada na mobilização de países para a redução das emissões de gases do efeito estufa. Além disso, o presidente tomará parte em eventos sobre adaptação climática e o lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF).

Até o momento, o governo brasileiro confirmou apenas uma reunião bilateral entre Lula e o secretário-geral da ONU, António Guterres, marcada para esta terça-feira.

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