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Reconhecimento da Palestina Fortalece Hamas, Afirma Israel

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A recente decisão de reconhecimento da Palestina como Estado pelo Reino Unido gerou reações contundentes do governo israelense. O Ministério das Relações Exteriores de Israel se manifestou, considerando essa ação como uma “recompensa para o Hamas”. A declaração reflete as crescentes tensões no Oriente Médio, acentuadas pelo fim da primeira sessão de debates na 80ª Assembleia Geral da ONU, que ocorre em Nova York.


Reconhecimento do Estado da Palestina

  • O apoio ao reconhecimento da Palestina vem em um contexto de críticas ao governo do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, apontado como responsável pelo aumento da violência e da insegurança alimentar no enclave palestino.
  • O presidente francês Emmanuel Macron anunciou, no mês passado, que a França se juntará a outros 147 países que reconhecem a Palestina, segundo dados da ONU.
  • Durante a Assembleia Geral da ONU, outros países também asseguraram suas intenções de reconhecer o Estado da Palestina formalmente.

Além do Reino Unido, Canadá e Austrália também declararam seu apoio ao reconhecimento do Estado palestino. Essas decisões foram anunciadas um dia antes do início da Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel fez sua declaração pouco depois do reconhecimento da Palestina. “Os próprios líderes do Hamas admitem que este reconhecimento é um resultado direto do massacre de 7 de outubro. Não se deve permitir que a ideologia jihadista influencie a política”, ressaltou o ministério em sua nota oficial.

“Os próprios líderes do Hamas admitem abertamente: este reconhecimento é um resultado direto, o ‘fruto’ do massacre de 7 de outubro. Não deixe que a ideologia jihadista dite sua política”, afirmou o ministério, citando apenas o Reino Unido.

O ministério também divulgou um vídeo com imagens do grupo Hamas.

Exigências em Relação ao Reconhecimento

Mesmo diante do reconhecimento do Estado da Palestina, os países participantes enfatizaram que o Hamas não deve fazer parte desse processo. Além disso, há a exigência da devolução dos reféns israelenses sequestrados em 7 de outubro de 2023.

O líder do Partido Trabalhista britânico, Keir Starmer, destacou que a população do Reino Unido anseia por uma Palestina em paz. Ele reiterou a necessidade de que Hamas libere os reféns e devolva os corpos de outros israelenses, acusando o grupo de se recusar a cumprir tais obrigações.

O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, reconheceu “as aspirações legítimas do povo palestino por um estado próprio”, mas enfatizou que requisitos claros foram estabelecidos para a Autoridade Palestina. “A organização terrorista Hamas não deve ter nenhum papel na Palestina”, frisou Albanese, apontando um dos pré-requisitos.

O primeiro-ministro australiano acrescentou que “passos adicionais, como o estabelecimento de relações diplomáticas e a abertura de embaixadas, serão considerados à medida que a Autoridade Palestina avance em seus compromissos de reforma”.

Na Assembleia Geral da ONU, que ocorre nesta segunda-feira (22/9), cerca de dez países devem formalizar seu reconhecimento do Estado palestino.

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