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Nova concessão do transporte coletivo de Curitiba promete modernização, frota elétrica e integração temporal

O prefeito Eduardo Pimentel apresentou nesta sexta-feira (19), em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a modelagem da nova concessão do transporte coletivo de Curitiba. O projeto, que será licitado em 2026, prevê uma transformação profunda no sistema: renovação da frota com ônibus elétricos, criação de novas linhas, ampliação da integração entre os itinerários e melhorias na infraestrutura das estações e terminais.

Por que Curitiba terá uma nova concessão?

O contrato atual de concessão do transporte, que poderia ser prorrogado por mais 10 anos, será substituído por um novo modelo com validade de 15 anos. O objetivo da Prefeitura é modernizar o transporte coletivo de Curitiba, tornando-o mais sustentável e atrativo para os passageiros. A meta é crescer 3,5% já no primeiro ano do contrato — o equivalente a meio milhão de passageiros adicionais.

Participação da população

A Prefeitura abriu uma consulta pública online (disponível em site da Urbs) para que cidadãos e investidores conheçam os detalhes do edital e enviem sugestões. Além disso, estão previstas duas audiências públicas em 1º e 15 de setembro, no Centro de Eventos Imap do Parque Barigui, das 19h às 22h.

Calendário da concessão

  • Novembro/2025: publicação do edital
  • Janeiro/2026: leilão na B3, em São Paulo
  • Junho/2026: início do contrato
  • Até 24 meses: período de transição com a atual concessão

Durante esse período, a tarifa seguirá congelada em R$ 6, sem reajustes.

Como será a nova concessão?

O contrato prevê cinco lotes de operação:

  • 2 lotes BRTs (sistema expresso de corredores)
  • 3 regionais (Norte, Sul e Oeste)

A Linha Turismo terá edital separado.
O modelo de remuneração mudará: as empresas serão pagas por quilômetro rodado, e não mais por passageiro transportado, reduzindo riscos e garantindo mais previsibilidade.

Principais mudanças no transporte de Curitiba

  • Integração temporal ampla: permitirá baldeações fora de terminais e estações-tubo, sem cobrança de nova passagem.
  • Redesenho de 30 linhas e criação de 5 novas linhas.
  • Aumento da frota: mais 45 ônibus, incluindo 15 biarticulados adicionais.
  • Ar-condicionado em veículos novos e limite de idade da frota em 12 anos.
  • 245 ônibus elétricos em operação até 2031 (atualmente são apenas 7).
  • Redução de 41% no uso de diesel e queda de até 62% nas emissões de poluentes.
  • Dois eletropostos públicos para recarga rápida de veículos elétricos.
  • Concessionárias do BRT ficarão responsáveis também pela manutenção de estações-tubo e terminais.

Investimentos previstos

Ao longo de 15 anos, estão programados R$ 3,7 bilhões em investimentos, incluindo:

  • Compra de 245 ônibus elétricos em cinco anos.
  • Renovação da frota a diesel com modelos Euro 6, menos poluentes.
  • Construção e modernização de 16 estações-tubo.
  • Infraestrutura de recarga com 149 carregadores em garagens e 42 em terminais.
  • Ampliação da frota total de 1.189 para 1.234 ônibus.

Impacto ambiental

Com a nova concessão, Curitiba vai reduzir o consumo de diesel em 202 milhões de litros em 15 anos e diminuir as emissões de gases poluentes. A meta é que até 2031, 30% dos assentos disponíveis no sistema sejam em veículos zero emissões.

Linhas que terão ônibus elétricos

Entre as linhas que receberão veículos elétricos estão:

  • Ligeirão Norte/Sul (250)
  • Interbairros I e II (nos dois sentidos)
  • Inter 2 (nos dois sentidos)
  • Circular Sul (502 e 602)
  • Sta. Cândida/Capão Raso (203)
  • Ligeirão Pinheirinho/Campo Comprido (550)
  • Centenário/Rui Barbosa (302)

Custos e subsídios

O sistema custará cerca de R$ 1,12 bilhão por ano, semelhante ao valor atual. Para manter a tarifa social acessível, haverá subsídio público estimado em R$ 266,4 milhões no primeiro ano, com recursos da Prefeitura e do Governo do Estado.

Licitação e concorrência

O vencedor será definido pelo maior desconto sobre a remuneração de referência de cada lote. Poderão participar empresas nacionais e estrangeiras, isoladamente ou em consórcios, mediante apresentação de garantia de proposta correspondente a 1% do valor do contrato.


Conclusão

A nova concessão do transporte coletivo de Curitiba marca um passo decisivo rumo a um sistema mais sustentável, eficiente e atrativo. A modernização inclui ônibus elétricos, integração temporal e mais conforto para os passageiros. A expectativa é que, com o novo modelo, Curitiba volte a se consolidar como referência em transporte público no Brasil e no mundo.

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