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CPMI Vota Requerimentos para Convocar Familiares e Sócios do ‘Careca do INSS’

CPMI do INSS Convoca Testemunhas em Reunião Extraordinária

16/09/2025 – 09:30

Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O deputado Alfredo Gaspar, relator da CPMI

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS realizará uma reunião extraordinária nesta terça-feira, 16 de setembro, para votar a convocação de testemunhas ligadas a Carlos Camilo Antunes e ao empresário Maurício Camisotti. Ambos estão presos sob acusação de fraudes em benefícios previdenciários.

Detalhes da Reunião

O encontro está marcado para as 14 horas, no plenário 2 da Ala Nilo Coelho, no Senado Federal. Segundo o senador Carlos Viana (Podemos-MG), uma decisão foi tomada em reunião anterior com líderes do governo e da oposição, visando a convocação das testemunhas, uma resposta à recusa de Camilo e Camisotti em depor.

Convocação de Testemunhas

Entre os convocados para depor na próxima quinta-feira, 18 de setembro, estão:

  • Tânia Carvalho dos Santos, esposa e sócia de Carlos Camilo Antunes;
  • Romeu Carvalho Antunes, filho e sócio de Carlos Camilo Antunes;
  • Rubens Oliveira Costa, sócio de Carlos Camilo Antunes;
  • Milton Salvador de Almeida Júnior, sócio de Carlos Camilo Antunes;
  • Cecilia Montalvão, esposa de Camisotti e sócia de uma empresa que atuou na modernização dos sistemas da Previdência;
  • Nelson Willians, advogado com transações bancárias suspeitas envolvendo Camisotti.

Avaliação do Relator

O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), afirmou que a convocação em caráter de testemunha pode ser revista após os depoimentos. Segundo ele, a decisão foi motivada pela escolha de Camisotti e Camilo em envolver os familiares em suas atividades ilícitas.

Importância da Comparecimento

O vice-presidente da CPMI, deputado Duarte Jr (PSB-MA), destacou que, apesar do direito ao silêncio garantido pelo Supremo Tribunal Federal, os convocados devem comparecer para prestar esclarecimentos. “A CPMI os convocou para que venham como testemunhas. O que a Constituição garante é o direito de ficar calado, não o de optar por não comparecer”, afirmou.

Da Redação – RL
Com informações da Agência Senado

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