Ministro da Saúde Expressa Preocupações com Orçamento em Reunião com Parlamentares
10/09/2025 – 19:01
Renato Araújo/Câmara dos Deputados
Padilha falou a parlamentares da Comissão Mista de Orçamento
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, expressou, durante reunião com a Comissão Mista de Orçamento, sua preocupação com o crescimento de despesas não previstas no orçamento deste ano. Ele compareceu ao colegiado em cumprimento à Lei Complementar 141/12, que exige prestação de contas quadrimestral.
Aumento no Custo do Programa Farmácia Popular
Padilha destacou que o orçamento para o programa Farmácia Popular aumentou de R$ 2,2 bilhões em 2022 para R$ 6 bilhões em 2025. O ministério ampliou a lista de medicamentos gratuitos e intensificou a distribuição de fraldas geriátricas, com um total de 60 milhões de unidades mensais.
Recursos para o Programa Agora Tem Especialistas
O ministro também mencionou a falta de recursos para o programa “Agora Tem Especialistas”, criado para atender demandas de saúde. Ele solicitou aos parlamentares que considerem o remanejamento de emendas orçamentárias para financiar ações como a contratação de carretas de saúde e mutirões de procedimentos especializados, além da aquisição de ambulâncias.
Pressões Financeiras e Despesas Judiciais
Outra fonte de pressão mencionada por Padilha é a necessidade de cumprir decisões judiciais relacionadas à compra de medicamentos e realização de procedimentos de média e alta complexidade. O montante dedicado a essas despesas subiu de R$ 1,5 bilhão em 2022 para R$ 2,5 bilhões em 2025.
Aumento de Investimentos em Saúde
Apesar das crescentes demandas, o ministro ressaltou que houve um aumento de 75% na aplicação mínima em saúde entre 2022 e 2025, com previsão de R$ 245,5 bilhões para 2026. Ele destacou, no entanto, que o Brasil destina apenas 4,5% do PIB para a saúde, enquanto países da OCDE aplicam cerca de 7,4%.
Proposta de Aumento nas Emendas Obrigatórias
Durante a reunião, o deputado Mauro Benevides Filho (PDT-CE) sugeriu um aumento na destinação obrigatória das emendas orçamentárias para a saúde, passando de 50% para 65%. Segundo ele, a inclusão de uma maior porcentagem poderia trazer mais visibilidade e eficácia às ações destinadas a comunidades que necessitam de intervenções mais urgentes.
Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Geórgia Moraes
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