Polícia apreende cogumelos alucinógenos em operação nacional
Nesta quinta-feira (4), a Polícia Civil do Distrito Federal prendeu suspeitos de integrar a maior rede de produção e venda de “cogumelos mágicos” no Brasil. A operação, que resultou em prisões em oito estados, revelou um esquema que movimentou R$ 26 milhões em um ano.
Detalhes da Operação
Nove pessoas foram detidas durante a ação: duas em Taguatinga e Águas Claras, no DF, ambas universitárias; seis em Curitiba e Campo Magro, no Paraná; e uma em Santo André, São Paulo. Durante a operação, a polícia também efetuou prisões em flagrante, cujo número ainda não foi divulgado.
Os investigados enfrentarão acusações de tráfico de drogas qualificado, lavagem de dinheiro, e organização criminosa, além de disseminação de espécies prejudiciais à agricultura e publicidade abusiva.
Identificação dos Suspeitos
A TV Globo confirmou que os dois presos no DF são alunos da Universidade de Brasília (UnB), identificados como Igor Tavares Mirailh e Lucas Tauan Fernandes Miguins. A defesa dos acusados declarou que eles “jamais orquestraram qualquer esquema ilícito” e ressaltou que não possuem antecedentes criminais.
Produção e Distribuição dos Cogumelos
Mais de 3 mil pacotes de cogumelos foram apreendidos na operação. Os produtos eram vendidos via redes sociais, e as entregas eram feitas pelos Correios usando um sistema de dropshipping. A investigação revelou que, embora houvesse cultivo de cogumelos no DF, a produção local não era suficiente para atender à demanda.
O centro da operação foi descoberto em Curitiba, onde galpões funcionavam como laboratório e salas de cultivo, com a capacidade de produzir até 200 quilos de cogumelos por mês. Entre 2024 e 2025, foram identificadas 3.718 encomendas enviadas para o DF, totalizando mais de 1,3 tonelada de cogumelos.
Características dos ‘Cogumelos Mágicos’
Os “cogumelos mágicos” são considerados exóticos e contêm psilocibina, uma substância psicodélica que altera a percepção sensorial e pode provocar experiências intensas. De acordo com a polícia, os suspeitos promoviam esses produtos com promessas de cura para depressão e ansiedade.
Nota da Defesa
A defesa de Igor e Lucas afirma que eles não participaram de atividades ilícitas, e que todos os esclarecimentos necessários serão feitos dentro do processo legal. Os acusados possuem bom histórico e nunca enfrentaram outros processos criminais.
A situação deles é uma preocupação também para suas famílias, que estão enfrentando as consequências da exposição midiática.
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Fonte/Imagem: G1
