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Paraná conquista projeto estratégico de hidrogênio renovável, destaca deputada Maria Victoria (PP)

Deputada Maria Victoria (PP), segunda-secretária da Casa.

Um marco importante para a transição energética no Paraná foi alcançado com a seleção do Consórcio Biogas-to-H2 Paraná (B2H2) para o plano de investimentos do Brasil. O projeto, liderado por empresas como Copel e Sanepar, figurou entre os cinco escolhidos a partir de 70 propostas enviadas ao Ministério de Minas e Energia (MME) para acesso a recursos dos Fundos de Investimento Climático – Descarbonização da Indústria (CIF-ID).

Declarações da Deputada

A deputada estadual Maria Victoria (PP), autora da lei que institui a política de incentivo ao uso do hidrogênio renovável no Paraná, enfatizou a importância do resultado. Segundo ela, a legislação posiciona o Estado na vanguarda da transição energética, permitindo a criação de um hub de hidrogênio renovável. Este hub, conforme a deputada, não apenas gerará empregos de qualidade, mas também atrairá investimentos internacionais, fortalecerá a indústria local e impulsionará a descarbonização da matriz energética.

“O hidrogênio renovável representa o futuro da energia limpa e o Paraná é pioneiro nesse processo inovador. Trabalhamos em colaboração com o Governo do Estado, empresas públicas, universidades e centros de pesquisa para atrair investimentos e avançar na transição energética em diversos setores da economia,” destacou.

Detalhes da Proposta do Consórcio

A proposta do Consórcio Biogas-to-H2 Paraná (B2H2) contempla a produção de hidrogênio renovável a partir do biogás gerado em uma estação de tratamento de esgoto, com a intenção de utilizar o hidrogênio de baixa emissão de carbono em aplicações estratégicas no ecossistema de Curitiba.

O consórcio é liderado pela Copel Geração e Transmissão (Copel GT) e conta com a participação de empresas como Sanepar, Compagas e Peróxidos do Brasil, além de instituições acadêmicas como a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). A produção inicial prevista é de 100 toneladas de hidrogênio renovável por ano, com potencial para expansão que pode chegar a 7 mil toneladas anuais, considerando as 232 estações da Sanepar.

Além da geração de energia limpa, o projeto também se propõe a capturar CO₂, com a mitigação de até 325 mil toneladas de emissões anuais, gerando créditos de carbono.

Chamada Pública e Seleção

A seleção do projeto ocorreu por meio de uma chamada pública promovida pelo Ministério de Minas e Energia, que buscou propostas de hubs de hidrogênio de baixa emissão de carbono. O edital foi aberto em outubro de 2024, recebendo 70 inscrições de diversas regiões do país. Após a avaliação final, cinco propostas foram escolhidas, incluindo iniciativas da Bahia, Rio de Janeiro e Minas Gerais, além do Paraná.

Outros Investimentos em Hidrogênio

Em 2023, a Copel GT lançou uma chamada pública para captar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (P&D+I) relacionados à produção de hidrogênio renovável a partir de biomassa e biocombustíveis. Três propostas foram selecionadas, totalizando investimentos de R$ 7,6 milhões, coordenadas por instituições como a UFPR e o Senai.

Ainda este ano, será inaugurada uma planta piloto de produção de hidrogênio renovável por rota seca no Centro Politécnico da UFPR, que trará experiências valiosas para o desenvolvimento do Hub B2H2 paranaense.

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