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CPMI envia ao Supremo pedido de prisão de acusados de fraudes no INSS

01/09/2025 – 21:44

CPMI Solicita Prisão Preventiva de Denunciados por Fraude no INSS

Em sessão realizada na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), parlamentares decidiram solicitar a prisão preventiva de vários denunciados. O objetivo é investigar um esquema fraudulento que comprometeu beneficiários do sistema previdenciário brasileiro.

Demandas ao STF

O colegiado encaminhará ao relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro André Mendonça, um pedido para a prisão de Maurício Camisotti, Antônio Carlos Camilo, Antônio Luz, Fernando de Araújo, Márcio Alaor, André Fidelis, Virgílio Antônio Ribeiro, Eric Fidelis e Ramon Novais. O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), sustentou que esses indivíduos estão associados a um inquérito da Polícia Federal sobre descontos ilegais aplicados a aposentados e pensionistas do INSS.

Indícios de Impacto e Risco de Fuga

Alfredo Gaspar ressaltou que o inquérito conta com mais de 3 mil páginas, todas sustentadas por evidências. Ele destacou a necessidade de prisão preventiva, argumentando que existem indícios suficientes sobre a autoria e a materialidade dos crimes. “Diante dos fundamentos apresentados, considero inaceitável propor medidas menos severas, dado o contexto da criminalidade no Brasil, que muitas vezes envolve fugas”, afirmou o relator.

Depoimento do Advogado

Os acusados foram mencionados durante o depoimento de Eli Cohen, advogado que se apresentou à CPMI. Ele revelou que sua investigação inicial sobre as fraudes começou em seu escritório em São Paulo. Cohen conectou diretamente o esquema de descontos ilegais ao empresário Maurício Camisotti, que, segundo ele, seria o principal beneficiário, com 27,5% do montante destinado a uma figura conhecida como “Careca do INSS”.

Origem das Investigações

O advogado explicou que as fraudes vieram à tona após ser procurado por dois indivíduos que atuavam como laranjas. Eles recebiam um salário mínimo mensal para assinarem como presidentes de uma associação supostamente ligada a Camisotti. A pesquisa feita por Cohen na internet o levou a concluir que se tratava de uma fraude. Sua investigação ganhou notoriedade após uma breve menção na Revista Veja e subsequentemente em uma reportagem do Metrópoles, o que levou órgãos públicos a aprofundarem as investigações.

O depoente também mencionou que decidiu recorrer à imprensa devido à inércia da Polícia Civil de São Paulo após a denúncia apresentada em abril de 2023.

Reportagem – Maria Neves
Edição – Pierre Triboli

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