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Gaza: Israel encerra pausas táticas e declara região zona de combate

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Forças de Defesa de Israel Declaram Cidade de Gaza como Zona de Combate

Nesta sexta-feira, 29 de agosto, as Forças de Defesa de Israel (IDF) classificaram a Cidade de Gaza como “uma zona de combate perigosa” e suspenderam as “pausas táticas” que permitiam a entrega de alimentos na região. A decisão surge em um contexto de crescente violência e fome na faixa palestina.

Situação de Combate e Apoio Humanitário

Em comunicado nas redes sociais, o exército israelense afirmou que continuará a apoiar os esforços humanitários, mesmo diante da intensificação das operações militares. “De acordo com a avaliação situacional e as diretrizes do escalão político, a partir de hoje, às 10h, a pausa tática na atividade militar não se aplicará à área da Cidade de Gaza”, destacou o porta-voz das IDF.

“Estamos conduzindo operações para proteger Israel, ao mesmo tempo em que apoiamos iniciativas humanitárias,” acrescentou o exército em sua nota.

Impacto Humanitário

O Ministério da Saúde da Palestina relatou, nas últimas 24 horas, a morte de quatro pessoas devido à fome e desnutrição, incluindo duas crianças. Esse trágico registro eleva o total para 317 mortes, sendo 121 crianças. A situação humanitária na Faixa de Gaza continua a se deteriorar, exacerbada por conflitos permanentes.

Ofensivas Aéreas e Consequências Mortais

Durante a última semana, a ocupação militar se intensificou com ataques aéreos e bombardeios de tanques. Um dos recentes ataques resultou na morte de cinco jornalistas, o que levanta preocupações sobre a segurança da imprensa na região.

Histórico das “Pausas Táticas”

Antes da suspensão atual, o Exército israelense tinha estabelecido, no mês passado, uma “pausa tática” diária de 10h na atividade militar em três áreas da Faixa de Gaza. O objetivo era permitir a distribuição de ajuda humanitária, com o apoio de rotas seguras entre as 6h e as 23h para o trânsito de comboios da ONU e organizações que prestam assistência à população local.

Essa decisão foi resultado de negociações com a ONU e outras instituições internacionais, visando mitigar os impactos da crise humanitária na região.

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