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Israel Deslocará Palestinos para o Sul de Gaza em Nova Ofensiva

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Apoio Humanitário em Gaza

Os moradores de Gaza começarão a receber tendas e outros equipamentos de abrigo a partir deste domingo (17). A medida visa a realocação da população das zonas de combate para o sul do território, conforme anunciado pelo exército israelense neste sábado (16). O objetivo é “garantir a segurança” dos civis, diante da crescente intensificação dos conflitos na região.

Novas Ofensivas e Preocupações Humanitárias

A iniciativa de realocação ocorre após Israel divulgar planos para uma nova ofensiva com o propósito de tomar o controle do norte da Cidade de Gaza, uma das áreas mais populosas do enclave. Essa movimentação gerou apreensão internacional, dada a situação já crítica enfrentada pelos 2,2 milhões de habitantes da faixa.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que a população civil será direcionada a “zonas seguras” na cidade, identificadas por ele como o último reduto do Hamas. Os materiais de abrigo serão entregues pelo cruzamento de Kerem Shalom, com a supervisão de organizações internacionais, incluindo a ONU.

Por outro lado, a ONU expressou preocupação quanto à realocação de civis para o sul de Gaza, alertando que isso poderia aumentar o sofrimento humano. Contudo, o porta-voz da ONU reconheceu a importância de fornecer abrigo ao povo de Gaza, ao afirmar que aproveitarão a liberação de tendas e equipamentos.

Condições Críticas e Aumento das Operações Militares

A situação humanitária em Gaza já é alarmante. No dia 14, a ONU alertou que milhares de famílias que já vivem em condições precárias poderão enfrentar uma crise ainda maior com o prosseguimento dos ataques. Autoridades palestinas e da ONU afirmaram que nenhuma área do enclave pode ser considerada segura, incluindo as regiões designadas para a realocação.

O exército israelense não esclareceu se os equipamentos de abrigo seriam destinados à população de Gaza, atualmente em torno de um milhão de pessoas, nem sobre a localização exata da realocação no sul, possivelmente na região de Rafah, que faz fronteira com o Egito. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, mencionou que os planos para a nova ofensiva ainda estão em planejamento.

A facção Jihad Islâmica, aliada do Hamas, condenou o anúncio do exército israelense, definindo-o como um “escárnio” e uma violação das convenções internacionais. Nas últimas semanas, as forças israelenses intensificaram suas operações nas proximidades da Cidade de Gaza, com relatos de bombardeios e confronto nas áreas de Zeitoun e Shejaia.

Contexto do Conflito em Gaza

O conflito na Faixa de Gaza eclodiu em 7 de outubro de 2023, após um ataque do Hamas a Israel. Desde então, as operações militares de Israel têm se intensificado, resultando em extenso deslocamento humanitário. Aproximadamente 1,9 milhão de pessoas, mais de 80% da população da região, já foram forçadas a deixar suas casas, de acordo com a UNRWA.

Desde o início da guerra, pelo menos 61 mil palestinos foram reportados como mortos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, que não faz distinção entre civis e combatentes. O governo israelense, por sua vez, alega que pelo menos 20 mil mortos eram militantes do Hamas.

A situação humanitária se deteriora a cada dia, com relatos de mortes por inanição devido à falta de suprimentos. A ONU estima que mais de mil pessoas já faleceram enquanto tentavam obter alimentos. Enquanto isso, Israel afirma que o conflito pode ser encerrado com a rendição do Hamas, enquanto o grupo exige melhorias nas condições em Gaza para a retomada do diálogo.

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