A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) manifestou apoio ao Plano Brasil Soberano, apresentado pelo governo federal na última quinta-feira (14). Esta iniciativa visa mitigar os impactos das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos, que afetam fortemente o setor químico no Brasil.
Impacto das Tarifas Americanas
Recentemente, a administração do ex-presidente Donald Trump implementou uma tarifa adicional de 40% sobre produtos brasileiros, somando-se a uma taxa de 10% já existente desde abril, resultando em uma carga tributária total de 50% sobre as exportações.
Apoio e Medidas do Plano Brasil Soberano
De acordo com a Abiquim, o Plano Brasil Soberano contempla não apenas apoio financeiro, mas também ajustes tributários, prazos ampliados e medidas para proteger o emprego.
“Ele dialoga com demandas históricas do setor químico e de seus principais clientes – indústrias que transformam insumos químicos em produtos de maior valor agregado destinados ao mercado norte-americano, como plásticos, calçados, alimentos, vestuário, cosméticos e higiene pessoal”.
Possibilidade de Exclusão de Produtos
Na nota, a Abiquim observou que, dos 700 produtos inicialmente incluídos no “tarifaço”, cinco itens foram excluídos, representando cerca de US$ 1 bilhão em exportações. A entidade ainda menciona que outros produtos do setor químico podem ser retirados da tarifação, podendo gerar cerca de US$ 500 bilhões em vendas. No entanto, essa ampliação depende da evolução das negociações entre os governos brasileiro e americano.
Busca por Novos Mercados
A Abiquim também alertou que, na eventualidade de as tarifas permanecerem, será necessário buscar novos mercados para compensar as perdas do setor. “O setor, que emprega mão de obra altamente qualificada, tende a registrar impactos sobre o emprego de forma mais lenta, mas o cenário exige monitoramento constante”, informou a entidade. “A dimensão inédita do pacote exige acompanhamento para avaliar se será suficiente ou se será necessária uma segunda fase”, finalizou.
