Homem é Condenado a 32 Anos pelo Assassinato da Esposa em Curitiba
Pablo Cezar Borges foi sentenciado a 32 anos de prisão pelo assassinato de sua esposa, Nayara Queiroz Farias, durante o Carnaval de 2024. O crime ocorreu na residência do casal, localizada na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). O filho do casal, que na época tinha apenas dois anos, presenciou o crime. A condenação foi determinada pelo Tribunal do Júri, que considerou as qualificadoras de meio cruel e feminicídio, além de um agravante pelo fato de o crime ter sido cometido na presença da criança.
Defesa Anuncia Intenção de Recorrer
O advogado de Pablo Cezar, Eduardo Soares Vargas, emitiu uma nota afirmando que, apesar de respeitar a decisão judicial, pretende recorrer da sentença. “Entendemos que há pontos relevantes que não foram devidamente considerados e, por isso, iremos recorrer às instâncias superiores para buscar a reforma da sentença”, afirmou o defensor.
Alteração na Narrativa do Suspeito
Na época do crime, a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência inicialmente classificada como suicídio. Pablo declarou que Nayara estava em crise de depressão e ameaçava se matar. Contudo, durante o caminho para a Delegacia da Mulher, o suspeito confessou que havia assassinado a esposa, alegando que ela estava ameaçando a vida de sua mãe. Em um segundo momento, durante o interrogatório, ele alterou sua versão, negando a autoria do crime, mas admitindo que o relacionamento com Nayara era conturbado e frequentemente marcados por brigas.
Histórico de Violência
Vizinhos do casal relataram que brigas eram comuns entre Pablo e Nayara. Em 2022, a Polícia Militar já havia atendido uma ocorrência relacionada a ameaças feitas por ele à esposa. No entanto, segundo a PM, Nayara não havia registrado boletim de ocorrência nem possuía medida protetiva contra o agressor.
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Definição de Feminicídio
Feminicídio é o termo utilizado para classificar o assassinato de mulheres em contexto de violência de gênero, que envolve motivos como discriminação e violência estrutural. A criminalização desse tipo de crime visa proporcionar maior proteção às mulheres e a promoção de um ambiente de segurança e respeito.
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Fonte/Imagem: G1
