Curitiba, reconhecida por inovações em mobilidade sustentável, introduz o Bonde Digital Urbano (BUD), uma versão do Autonomous Rail Transit (ART). O novo modal, que complementa o sistema de BRT, promete revolucionar o transporte coletivo na capital paranaense.
Inovação em Mobilidade Sustentável
A capital paranaense, idealizadora do BRT sob a direção do arquiteto Jaime Lerner, está ampliando seu legado em mobilidade sustentável. Além dos testes com o primeiro ônibus biarticulado eletrificado do mundo, Curitiba agora testa o Bonde Digital Urbano (BUD), uma versão do sistema ART – Autonomous Rail Transit.
O que é o ART
O ART apresenta-se como um veículo elétrico que se assemelha ao VLT, mas opera com trilhos virtuais desenhados na via. Sensores garantem a precisão do trajeto sem a necessidade de trilhos físicos. O ART utiliza pneus comuns em vez de rodas metálicas, mantendo a capacidade de transporte semelhante a um VLT, mas com um processo de implantação mais ágil e com custos reduzoidos.
Desde 2017, o ART tem se destacado no cenário da mobilidade urbana e, agora, chega a Curitiba. O sistema promete ser uma solução intermediária entre metrô e BRT, oferecendo flexibilidade nos percursos, com propulsão elétrica que não depende de redes aéreas ou subterrâneas de energia.
Experiências Internacionais com o ART
Com origem na China, o ART já opera em cidades como Yibin, Harbin, Suzhou e Xian. Internacionalmente, também está presente em Abu Dhabi, Nusantara e Kuching, despertando interesse em países como Austrália e Catar.
Quando os Trilhos se Tornam uma Limitação
A instalação de trilhos muitas vezes é inviável devido aos altos custos. Para comparação, cada quilômetro de metrô custa, em média, R$ 1 bilhão. Em contrapartida, o VLT de São Paulo, em fase de planejamento, tem custo estimado em R$ 317 milhões por quilômetro. A flexibilidade oferecida pelo ART é uma vantagem atraente para municípios em busca de soluções de transporte eficazes.
Comparação: VLT vs ART
Ambos os sistemas têm capacidade e velocidade semelhantes, transportando entre 200 e 500 passageiros, porém o ART requer significativamente menos infraestrutura, podendo ser implantado com um custo de 10% a 20% do valor de um VLT. Enquanto o VLT oferece mais conforto nos trilhos, o ART apresenta um desempenho igual quando operado em boas condições de pavimento.
Conclusão: Rumo à Mobilidade Sustentável

A implementação do ART em Curitiba reforça seu papel como um laboratório de soluções em mobilidade urbana. A cidade, que já é referência em inovações como o BRT, mostra que é possível unir eficiência, baixo custo e impacto ambiental positivo. Se os testes forem bem-sucedidos, o ART poderá estabelecer um novo padrão para o transporte público no Brasil e na América Latina, incentivando outras cidades a optarem por soluções mais acessíveis e inteligentes.
📲 Receba as notícias de Curitiba no WhatsApp!
Participe do grupo do Busão Curitiba e fique por dentro de tudo que acontece na cidade. Entrar no grupo ›



