A emissão de vistos dos Estados Unidos para brasileiros teve uma queda significativa de 25% nos primeiros cinco meses do governo Donald Trump em comparação ao mesmo período de 2024. Os dados foram revelados por um levantamento do escritório de advocacia AG Immigration, com sede em Washington.
Queda nos Vistos Emitidos
Entre janeiro e maio de 2025, foram emitidos 356,9 mil vistos, em contraste com os 480,8 mil do ano anterior. Essa análise considera os vistos B1/B2, que são utilizados para turismo e negócios, representando a maior parte dos pedidos feitos por brasileiros.
O mês de maio foi o mais crítico até agora, com apenas 64,2 mil vistos emitidos, uma redução de 18,83% em relação a abril, que teve 77,2 mil emissões.
Motivos da Queda
Ainda não é possível determinar se a diminuição na emissão de vistos se deve a uma menor procura ou a um aumento nas taxas de rejeição. Em 2024, a taxa de recusa para vistos B1/B2 foi de 15%. Os dados completos para o ano de 2025 serão divulgados ao final do ano fiscal, em outubro.
Nova Taxa e Perspectivas Futuras
As perspectivas para os brasileiros que desejam obter vistos americanos são desafiadoras. Uma nova taxa de US$ 250, conhecida como “Visa Integrity Fee”, foi introduzida e se somará aos custos já existentes. Essa medida faz parte do pacote fiscal aprovado pelo Congresso dos EUA no último mês.
Ranking de Emissão de Vistos
Apesar da queda na emissão de vistos, o Brasil continua a ser o quarto país que mais emitiu vistos americanos neste período, ficando atrás do México (1,1 milhão), da Índia (642,9 mil) e da China (485 mil).
Adicionalmente, o Brasil ocupa a terceira posição na lista de países que mais enviam turistas aos Estados Unidos, superado apenas pelo Reino Unido e pela Índia. De janeiro a maio de 2025, 788 mil brasileiros visitaram o país norte-americano como turistas.
Revogação de Vistos de Autoridades
O governo Trump anunciou, em 13 de setembro, a revogação de vistos de brasileiros envolvidos no programa Mais Médicos. Este programa, criado em 2013, teve a participação de profissionais cubanos até o final de 2018.
De acordo com o Departamento de Estado dos EUA, a ação contra Mozart Julio Tabosa Sales e Alberto Kleiman é uma declaração clara de que os Estados Unidos desejam responsabilizar aqueles que promovem o trabalho forçado sob o regime cubano.
