Audiência Pública aconteceu na noite desta terça-feira (12), no Auditório Legislativo.
Créditos: Valdir Amaral/Alep
Na noite de terça-feira (12), a Assembleia Legislativa do Paraná sediou uma audiência pública para discutir melhorias na segurança em áreas densamente habitadas por onde passam linhas de trem de carga. O evento foi convocado pelo deputado Ney Leprevost (União) e teve como foco a crescente preocupação com acidentes ferroviários na capital e na região metropolitana.
Preocupações com a Segurança
O deputado Ney Leprevost destacou que Curitiba é a segunda capital do Brasil com o maior número de mortes decorrentes de acidentes com trens. “A culpa não é do trem, mas é fundamental garantir que o trânsito nesses locais seja mais seguro, especialmente onde há uma alta concentração populacional. Recentemente, um menino autista sobreviveu milagrosamente a um acidente. Precisamos de mais sinalização, estudar desvios de linhas em áreas habitadas e considerar a instalação de cancelas automáticas”, afirmou.
Participação da Rumo Logística
Mônica Guimarães, representante da Rumo Logística, concessionária que opera as linhas férreas em Curitiba, apresentou as iniciativas da empresa para reduzir acidentes, incluindo campanhas de educação no trânsito. “É crucial educar a população sobre como conviver de forma segura com a ferrovia”, ressaltou.
Ela também mencionou a tecnologia PN Sensoreada que interage com semáforos rodoviários e ferroviários, registrando infrações em fotos. “Já temos 24 equipamentos em operação no Paraná, cinco deles em Curitiba, e os resultados são promissores, mas dependemos da homologação dos órgãos competentes”, completou.
Até o momento, a concessionária conseguiu uma redução de 83% nos acidentes que lhe são atribuídos entre 2019 e 2024. No entanto, em casos de acidentes externos, a redução foi de apenas 13%, enfatizando a importância da colaboração entre a empresa, a comunidade e o poder público.
Propostas e Debates
O deputado Denian Couto (Podemos) questionou a Rumo sobre a retirada de um ramal que causa transtornos ao tráfego. “Cumprimos um contrato e seguiremos as determinações do governo federal”, respondeu Mônica, levando Denian a sugerir a elaboração de um documento solicitando a desativação da linha. Felipe Ferreira da ANTT esclareceu que o contrato atual não inclui investimentos da concessionária para resolver conflitos. “Isso só poderia ser feito com um reequilíbrio contratual.”
Apesar das reivindicações, Ferreira reiterou que a construção de contornos ferroviários é um projeto complexo e a retirada do ramal é uma decisão política. Ele também destacou que Curitiba é uma das cidades prioritárias que necessitam de melhorias, segundo um documento do DNIT.
Esforços Municipais e Contribuições Diversas
Bruno Pessuti, superintendente de Trânsito de Curitiba, afirmou que a prefeitura está revitalizando a sinalização nas passagens de trem e estudando opções de sinalizações ativas. Alexsander Marques, representante das empresas de ônibus, pediu melhorias como iluminação e sinais sonoros para aumentar a segurança nas travessias.
Considerações Finais
Régis Sartori, promotor do MP-PR, destacou que a missão do Ministério Público é garantir a segurança da população impactada pelas linhas de trem. Já Melissa Puertas Sampaio, diretora da Escola Pública de Trânsito, enfatizou a importância da educação no trânsito. Outros participantes incluíram Bruno Rossi, vereador de Curitiba, e líderes de diversas instituições relacionadas à mobilidade urbana.
