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Varejo Cresce 2,4% em Julho, Mas Indica Desaceleração, Afirma Stone

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Crescimento nas Vendas do Comércio Brasileiro em Julho

As vendas do comércio brasileiro cresceram 2,4% em julho, conforme dados divulgados pelo Índice do Varejo Stone (IVS) nesta segunda-feira (11). No entanto, em comparação ao mesmo mês de 2022, o indicador apresenta uma queda de 1,1%.

Perspectivas Econômicas e Desempenho do Setor

Guilherme Freitas, economista e cientista de dados da Stone, afirma que o crescimento observado em julho sugere uma recuperação parcial da atividade econômica. Contudo, essa recuperação ainda é insuficiente para reverter a desaceleração contínua registrada durante o ano.

Freitas acrescenta que “a inflação mostra sinais de acomodação, mas essa moderação parece relacionada mais à desaceleração da atividade econômica do que a uma melhora estrutural nos preços”.

Desempenho entre Canais de Vendas

No último mês, o comércio físico teve um aumento de 0,7%, enquanto as vendas online tiveram uma queda significativa de 6,8%. Anualmente, a retração foi ainda mais pronunciada no e-commerce, que caiu 18%, ao passo que as vendas presenciais recuaram 1,1%.

Cinco dos oito segmentos analisados mostraram crescimento em julho. O setor de material de construção destacou-se com uma alta de 3,8%, seguido por outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,2%), artigos farmacêuticos (1,1%), combustíveis e lubrificantes (0,8%) e tecidos, vestuário e calçados (0,7%).

Em contrapartida, o segmento de livros, jornais e papelaria teve uma queda de 3,6% e móveis e eletrodomésticos recuaram 0,2%. O setor de hipermercados, supermercados e produtos alimentícios permaneceu estável no mês.

Crescimento Regional

Segundo o IVS, apenas nove estados analisados mostraram crescimento anual nas vendas, com Acre (6,5%), Tocantins (6,4%) e Mato Grosso (4,3%) se destacando.

Freitas observou que “a região Norte apresentou desempenho amplamente positivo, sugerindo um consumo mais aquecido, enquanto as regiões Sul e Nordeste enfrentaram uma queda generalizada, refletindo um ambiente econômico desafiador nessas áreas.”

*sob supervisão de João Nakamura

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