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Presa, Zambelli ameaça fazer greve de fome, dizem advogados

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Deputada Carla Zambelli segue presa na Itália enquanto aguarda extradição

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) está detida na Itália, após audiência de custódia na última sexta-feira (1º/8). A parlamentar permanecerá encarcerada enquanto aguarda o processo de extradição para o Brasil, onde foi condenada a dez anos de prisão. Durante a detenção, Zambelli ameaçou iniciar uma greve de fome, mas decidiu não prosseguir com a ação.

Prisão e condenação

Zambelli foi presa na terça-feira (29/7) em Roma, com a informação sendo confirmada pelo Ministério da Justiça brasileiro e anunciada pelo deputado italiano Angelo Bonelli, responsável por informar as autoridades sobre sua localização. A deputada encontra-se no Instituto Penitenciário de Rebibbia, na periferia da capital italiana.

A Advocacia-Geral da União (AGU) do Brasil afirmou que tomará todas as medidas necessárias para finalizar o processo de extradição de Zambelli, que foi condenada por falsidade ideológica e invasão de dispositivo informático qualificado. Em nota, a AGU detalhou que a deputada deve cumprir a pena no Brasil.

Zambelli deixou o Brasil em 25 de maio, logo após ser condenada pela Suprema Corte a 10 anos e 8 meses de prisão, em decorrência de sua participação na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023. Além da pena de prisão, a parlamentar e seu cúmplice, o hacker Walter Delgatti Neto, devem pagar uma indenização de R$ 2 milhões.

Consequências políticas

O Supremo Tribunal Federal (STF) também determinou a perda do mandato de Zambelli, mas essa medida só será efetivada após o trânsito em julgado do processo, quando não houver mais possibilidade de recurso. A defesa da deputada protocolou um recurso contra a decisão, alegando cerceamento de defesa devido à falta de acesso a provas relevantes, mas a equipe jurídica se desligou após Zambelli deixar o Brasil.

Após sua confirmação no exterior, a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou a prisão preventiva da parlamentar, destacando que suas ações, junto com as de Delgatti, comprometeram a segurança do Poder Judiciário brasileiro. O pedido foi acolhido pelo ministro Alexandre de Moraes, que determinou a inclusão de Zambelli na lista da Interpol por meio de difusão vermelha.

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