O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) informou que mais de 11 milhões de chaves Pix tiveram seus dados cadastrais vazados. O incidente, que ocorreu no Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário (Sisbajud), conecta juízes e o Banco Central (BC).
Dados Expostos
De acordo com o CNJ e o BC, foram acessadas de maneira indevida 11.003.398 chaves Pix, com as seguintes informações expostas:
- Nome da pessoa;
- Chave Pix;
- Nome do banco;
- Número da agência;
- Número da conta.
Correção Imediata
O CNJ esclareceu que o problema ocorreu no domingo (20) e na segunda-feira (21), e foi prontamente corrigido. Além disso, os órgãos garantiram que não houve exposição de dados sensíveis, como senhas ou informações sobre movimentações e saldos, que poderiam permitir acesso às contas.
Sobre o Sisbajud
O Sisbajud é uma plataforma eletrônica que facilita a comunicação entre o Judiciário e o sistema financeiro, permitindo a juízes solicitar informações financeiras e efetuar o bloqueio de ativos de devedores. O sistema serve como substituto do BacenJud.
Canal de Consulta
O CNJ anunciará em breve uma ferramenta para que os cidadãos consultem se foram afetados pela exposição de dados. As informações sobre este canal serão disponibilizadas no site do CNJ: www.cnj.jus.br. O CNJ destacou que não fará contato direto com as possíveis vítimas por SMS, e-mail ou telefone.
Transparência da Informação
O Banco Central informou que tomará as medidas necessárias para investigar detalhadamente o caso. Embora o impacto potencial para os usuários seja considerado baixo e a comunicação não seja obrigatória pela legislação, o BC decidiu divulgar o incidente em respeito ao princípio da transparência.
Em breve, mais informações estarão disponíveis em uma página específica em seu site, dedicada a reportar exposições e vazamentos de dados desde a implementação do Pix.
*Título e texto alterados às 8h15 do dia 24, para ampliação de informação. Inicialmente, a matéria trazia apenas o comunicado do Banco Central. A atualização inclui informações do comunicado do CNJ.
